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Pai e filho são expulsos de condomínio após anos de denúncias de maus-tratos e ameaças

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Pai e filho são expulsos de condomínio após anos de denúncias de maus-tratos e ameaças

Brasil – Depois de mais de uma década de confusão, denúncias e episódios de violência, a Justiça do Distrito Federal decidiu expulsar Vinícius de Oliveira Scucato, de 51 anos, e o filho, João Vitor Mendes Scucato, de 21, do Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico.

Segundo a decisão, o histórico atribuído aos dois inclui agressões, ameaças, maus-tratos contra animais, assédio sexual e até a manutenção de uma oficina e ferro-velho irregular dentro do residencial.

A sentença aponta que as ocorrências se acumularam por mais de dez anos e chegaram a um ponto em que, segundo o Judiciário, o convívio com os demais moradores se tornou inviável.

Facão, corrente e tentativa de atropelamento

Entre os episódios descritos no processo estão agressões com facão e correntes de ferro, tentativa de atropelamento de funcionários e arremesso de pedras contra trabalhadores.

Em um dos casos, ocorrido em 2024, João Vitor teria imobilizado um vizinho com um golpe conhecido como “mata-leão”, enquanto Vinícius o atingia repetidamente na cabeça e no rosto com uma corrente de ferro. A agressão só teria terminado após a intervenção de um policial militar.

Em outro episódio, Vinícius teria avançado com um carro contra um supervisor do condomínio, que precisou se jogar para o lado para não ser atropelado.

Animais também teriam sido vítimas

O processo ainda menciona uma operação realizada em 2015, quando 81 cães desnutridos e doentes teriam sido resgatados de um canil clandestino mantido no local.

Além disso, havia criação irregular de aves e, segundo os relatos, problemas relacionados a sujeira, barulho, pragas e condições insalubres.

A decisão também cita uma acusação de comentário de cunho sexual contra uma adolescente, filha de um vizinho.

Justiça manda dupla deixar condomínio

Pai e filho perderam o direito de morar e frequentar o condomínio, embora continuem sendo proprietários do imóvel.

Eles têm 30 dias para cumprir a determinação. Caso se recusem a sair, a Justiça autorizou o uso de força policial para retirá-los do local. O descumprimento também pode gerar multa diária de R$ 2 mil.

A reportagem original informou que a defesa dos dois foi procurada, mas não havia se manifestado até a publicação.

Depois de anos de reclamações, multas e processos, a Justiça entendeu que o limite havia sido ultrapassado e determinou que os dois deixem de conviver com os demais moradores do residencial.


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