Pai de Henry Borel desabafa após absolvição de Monique Medeiros: “mataram meu filho pela 3ª vez”; veja vídeo

Brasil – Leniel Borel criticou duramente a decisão da Justiça nesta quinta-feira (4/6) que concedeu perdão judicial à ex-mulher, enquanto o ex-vereador Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão pela morte da criança.
A conclusão do julgamento sobre a morte do menino Henry Borel trouxe revolta e profunda dor para o pai da criança, Leniel Borel. Após a leitura da sentença que condenou o ex-vereador Jairinho a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão, mas concedeu perdão judicial à mãe do garoto, Monique Medeiros, Leniel fez duras críticas ao veredito.
Visivelmente emocionado e indignado com o desfecho judicial para a ex-mulher, Leniel considerou a decisão como uma nova agressão à memória de seu filho.
“Agora, venho para vocês falar que mataram o meu filho pela terceira vez. O que foi falado ali agora é que a misoginia matou o Henry”, desabafou o pai, referindo-se diretamente aos argumentos apresentados pela juíza Elizabeth Louro durante o julgamento.
A Justificativa para o Perdão Judicial
Durante o encerramento do caso, Monique Medeiros teve sua acusação inicial de homicídio desclassificada para tortura por omissão. Na sequência, a juíza aplicou o perdão judicial.
A magistrada justificou a decisão afirmando que a ré já havia sofrido um “castigo severo” e considerou a reação da sociedade como desproporcional. Segundo a juíza, o escrutínio público sobre Monique seria fruto de uma cultura discriminatória e misógina, que cobra implacavelmente a figura de uma “mãe perfeita”.
Precedente Perigoso e Recursos
Para Leniel Borel, a isenção de pena para a mãe de Henry transmite uma mensagem equivocada e perigosa para a sociedade no que diz respeito à responsabilidade de proteger as crianças.
“O Henry representa essas milhares de crianças que são vítimas todo dia e, por causa de decisões como essa, se abre precedente para outras mães, genitoras, que possam matar os seus filhos, que possam permitir que seus filhos sejam mortos”, alertou ele.
Diante do resultado que considerou injusto, a defesa de Leniel anunciou que recorrerá da decisão que beneficiou Monique. Os advogados da assistência de acusação argumentam que houve inconsistências na condução da votação do júri e confirmaram que buscarão a revisão do caso em instâncias superiores para tentar reverter o benefício concedido.







