Ministério da Saúde abre 310 vagas de especialização em enfermagem neonatal
Brasil – O Ministério da Saúde anunciou a abertura de um novo edital estratégico com 310 vagas para a Especialização em Enfermagem Neonatal. A iniciativa, que integra o programa Agora Tem Especialistas, é voltada a profissionais que já atuam em unidades neonatais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS). Com um investimento previsto de R$ 2,6 milhões, o curso busca qualificar a força de trabalho e reduzir índices de mortalidade evitável em recém-nascidos.
As inscrições estarão abertas de 16 de março a 6 de abril de 2026, devendo ser realizadas exclusivamente pela plataforma online SIGA-LS.
O projeto prioriza profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, áreas que enfrentam carências históricas de especialistas nesta modalidade. A distribuição das vagas contempla 182 oportunidades para o Nordeste, 72 para o Norte e 56 para o Centro-Oeste. Desse total, 206 vagas são destinadas a capitais (66%) e 104 a municípios do interior (34%).
Reforçando o compromisso com a diversidade e a inclusão, o edital reserva 172 vagas para ações afirmativas. Os profissionais selecionados atuarão em 64 hospitais distribuídos por 36 municípios brasileiros.
Qualificação e impacto no SUS
A formação terá duração de 14 meses e será executada pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Estima-se que a iniciativa possa aumentar em mais de 30% o número de enfermeiros neonatais atuantes na rede pública.
Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a meta é fortalecer a resolutividade das redes regionais. O Ministério destaca que a presença de mais especialistas permite a identificação precoce de riscos e um manejo clínico mais seguro, o que é fundamental para a sobrevivência de bebês prematuros ou de alto risco.
Fortalecimento da saúde feminina e infantil
A especialização faz parte de um conjunto mais amplo de ações para a assistência obstétrica e neonatal. Em 2025, a pasta já havia destinado R$ 17 milhões para a Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, que formou 760 profissionais. Ambas as iniciativas focam na interiorização da saúde e no suporte especializado em regiões estratégicas, como a Amazônia Legal.


