Brasília Amapá Roraima Ceará Pará |
Manaus
31º

IBGE: preocupação com segurança faz cair, pela primeira vez, o uso de celular entre crianças no Brasil

Compartilhe
IBGE: preocupação com segurança faz cair, pela primeira vez, o uso de celular entre crianças no Brasil

Brasil – A preocupação com privacidade e segurança se consolidou como o principal motivo para evitar que crianças e adolescentes tenham telefone celular. É o que mostra o módulo temático sobre Tecnologia da Informação e Comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, a proporção de crianças de 10 a 13 anos que possuíam aparelho celular caiu pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2016. O IBGE identificou que 55,2% dos brasileiros nessa faixa etária tinham celular, um recuo de 1,5 ponto percentual em comparação com 2024.

A principal explicação para essa queda pode estar entre aqueles que ainda não possuem celular. O motivo mais citado foi a preocupação com privacidade e segurança, indicada por 32% dos responsáveis, 7,8 pontos percentuais acima do registrado em 2024. A série histórica mostra ainda que essa proporção quase dobrou desde 2022.

Naquele ano, o principal motivo apontado pelos pais para que os filhos dessa faixa etária não tivessem celular era o preço elevado do aparelho, seguido pela falta de necessidade e pelo fato de que essas crianças já utilizavam o celular de outra pessoa. A preocupação com segurança e privacidade aparecia apenas na quarta posição.

O analista do IBGE Gustavo Fontes destaca ainda que o grupo de 10 a 13 anos foi o único a registrar queda na posse de celular em 2025. Nas demais faixas etárias, o crescimento foi mantido, fazendo com que esse índice alcançasse 89,8% da população em geral.

“A gente tem visto cada vez mais uma preocupação com a segurança das crianças, com a exposição delas nas redes sociais, por exemplo. A gente teve também, em 2025, uma restrição ao uso de celulares nas escolas”, avalia Fontes.

Outro dado da pesquisa que reforça essa avaliação é a ligeira queda no acesso à internet nessa faixa etária, independentemente do aparelho utilizado, de 84,9% para 84,4%. Entre as crianças que permanecem desconectadas, o principal motivo apontado é a falta de necessidade, mas a preocupação com privacidade e segurança aparece em segundo lugar.

Novamente, esse foi o único grupo etário a registrar queda, mas a pesquisa também identificou estabilidade entre os adolescentes de 14 a 19 anos. Considerando a população em geral, o uso da internet subiu de 89,2% para 90,5%.

Idosos

Outro destaque da pesquisa é o avanço da tecnologia entre os idosos. Em 2025, 74,5% dos brasileiros com 60 anos ou mais utilizavam a internet, um aumento de 4,4 pontos percentuais em relação a 2024 e de mais de 29 pontos percentuais em comparação com 2019. A proporção de idosos que possuem celular também cresceu, passando de 78,3%, em 2024, para 80,3%, em 2025.

Nos dois casos, a análise dos idosos que ainda não estão conectados mostra uma realidade diferente da observada entre as crianças. O principal motivo apontado é a falta de conhecimento para utilizar a internet e o celular.

Como destaca o analista Gustavo Fontes, porém, está cada vez mais difícil viver desconectado. “A internet está cada vez mais inserida no cotidiano. Muitos serviços hoje são feitos pela internet, então existe um certo estímulo para os idosos buscarem utilizá-la.”

Essas diversas utilidades também aparecem na pesquisa. Em 2025, 74,2% das pessoas acessavam bancos ou outras instituições financeiras pela internet, por exemplo, um aumento de 14,4 pontos percentuais em relação a 2022. O acesso a serviços públicos pela rede também subiu de 33,2% para 41,1% no mesmo período.

Além disso, no ano passado, pela primeira vez, mais da metade da população conectada declarou comprar ou encomendar bens ou serviços pela internet. A proporção passou de 47,9% para 52,7%.

Entre as 12 funcionalidades pesquisadas, a mais frequente foi “conversar por chamadas de voz ou vídeo”, hábito de 95,3% dos brasileiros que utilizam a internet. Em seguida aparecem “enviar mensagens de texto, voz e imagens por aplicativos”, citado por 90,2%, e “assistir a vídeos, incluindo programas, filmes e séries”, atividade realizada por 89,3% da população.


Siga-nos no Google News Portal CM7

Banner Rodrigo Colchões Abaixo do Post

Banner 1 - Portal CM7


Carregar mais