Escapou da pena de morte: mulher condenada por tráfico na Tailândia volta ao Brasil; veja
Brasil – A mineira Mary Hellen Coelho Silva viveu momentos de muita tensão no exterior. A jovem de 26 anos conheceu o rigoroso sistema prisional asiático de perto. Felizmente, ela está de volta ao seu país de origem. A polícia prendeu a brasileira por tráfico internacional de drogas. O crime ocorreu no aeroporto de Bangkok, na Tailândia. Essa prisão dramática aconteceu no mês de fevereiro de 2022. Contudo, a jovem desembarcou em solo brasileiro recentemente. Ela chegou ao país no último dia 5 de setembro. Afinal, as autoridades asiáticas concederam indultos reais que reduziram a sua pena significativamente.
O Fantasma da Pena Capital e a Condenação
O caso de Mary Hellen ganhou enorme repercussão nacional rapidamente. A jovem nasceu na cidade de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais. De fato, as leis tailandesas contra o narcotráfico são extremamente severas. A legislação prevê até mesmo a pena de morte para determinados crimes. Por isso, o temor de uma execução assombrou a família da jovem. Esse pesadelo começou logo após a prisão no exterior.
Entretanto, a justiça local avaliou a situação de forma diferente. As autoridades apreenderam uma quantidade específica de cocaína com a brasileira. Segundo a lei do país, essa categoria de entorpecente prevê apenas prisão e multa. Assim, o tribunal afastou o grave risco da pena máxima.
Anteriormente, a mineira viajou para Curitiba para encontrar um homem. Ela conheceu o rapaz através das redes sociais. Em seguida, a mulher seguiu para a Ásia sem avisar os familiares. A polícia local prendeu a brasileira no aeroporto da capital tailandesa. Ela estava na companhia desse mesmo rapaz durante a abordagem. Horas depois, os agentes também interceptaram um terceiro brasileiro no local. Ao todo, a polícia confiscou cerca de 15 kg de drogas. Os criminosos esconderam o material ilícito dentro das malas.
O tribunal proferiu uma sentença dura contra Mary Hellen. O juiz determinou 9 anos e 6 meses de reclusão no país asiático. Além disso, a corte aplicou uma multa de 750 mil baht. Esse valor equivalia a cerca de R$ 105 mil naquela época.
Perdão Real e Bom Comportamento na Prisão
A saída antecipada do sistema prisional resultou de muito esforço. Da mesma forma, as tradições locais ajudaram a brasileira. Durante o período de detenção, a jovem trabalhou na unidade prisional. Segundo a sua advogada, ela manteve um excelente histórico de bom comportamento na cadeia.
Consequentemente, esses fatores a qualificaram para um benefício importante. Ela recebeu o tradicional “perdão real” do governo tailandês. Na Tailândia, o monarca concede essa clemência apenas duas vezes ao ano. O benefício ocorre em datas comemorativas de grande importância nacional. Geralmente, as libertações acontecem no aniversário do rei e no Dia dos Pais.
Luto a Distância e um Novo Recomeço
Os anos no exterior trouxeram dores profundas e irreparáveis para a brasileira. Acima de tudo, a jovem sofreu imensamente com a privação de liberdade. Enquanto cumpria a pena longe de casa, Mary Hellen perdeu a própria mãe. Igualmente, ela sofreu com o falecimento inesperado do seu avô. Infelizmente, ela enfrentou o luto de forma totalmente solitária. Portanto, a mineira não teve a chance de uma despedida familiar.
De volta ao Brasil, o objetivo agora é a recuperação emocional. O processo de ressocialização exigirá muito apoio dos familiares. Em nota oficial, a advogada Kaelly Cavoli Moreira confirmou o retorno da cliente. Por fim, a defensora pediu muito respeito ao momento íntimo da jovem.
“Este é um momento especialmente delicado”, destacou a advogada criminalista. “A trajetória dela acumulou grandes dificuldades, perdas e um longo afastamento. Agora, Mary Hellen possui o direito de recomeçar a vida. Ela fará isso com dignidade, tranquilidade e muita privacidade ao lado de sua família”, concluiu a defensora.
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