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Engenharia social responde por 40% das fraudes financeiras no Brasil: saiba como se proteger

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Engenharia social responde por 40% das fraudes financeiras no Brasil: saiba como se proteger

Brasil – Os golpes financeiros no Brasil têm se sofisticado cada vez mais, especialmente através da engenharia social, que se consolidou como uma das principais estratégias utilizadas pelos criminosos. No primeiro semestre de 2026, mais de 9 milhões de indícios de fraudes foram registrados, com a engenharia social responsável por 40% desses casos. Esses golpes se aproveitam da vulnerabilidade emocional e da confiança das vítimas, levando-as a fornecer dados pessoais ou realizar transferências sem precedentes. Neste cenário, é fundamental estar atento aos sinais e aprender a se proteger.

Natureza dos Golpes de Engenharia Social

A eficácia da engenharia social reside em sua capacidade de manipulação. Os criminosos geralmente criam situações que geram medo, urgência ou uma sensação de autoridade. Por exemplo, um falso atendente de call center pode alegar haver uma transação suspeita e urgir a vítima a seguir um protocolo para proteger sua conta bancária. Além disso, falsas operações policiais são frequentemente utilizadas para intimidar as vítimas e convencê-las a fazer movimentações financeiras.

Outro ponto alarmante é que, segundo levantamentos recentes, o celular se tornou o principal canal para esses golpes, correspondendo a 78% dos casos. A rapidez e a facilidade do Pix, que é o método de pagamento mais usado pelos golpistas em 85% das ocorrências, tornam a situação ainda mais preocupante.

Impactos da Tecnologia nos Golpes

O aumento da sofisticacão dos golpes também pode ser atribuído ao uso da tecnologia, especialmente inteligência artificial. Os criminosos frequentemente utilizam técnicas como clonagem de voz e a criação de documentos falsificados para enganar suas vítimas. Essa tecnologia tem tornado as abordagens mais convincentes, dificultando a identificação de possíveis fraudes.

José Oliveira, diretor de Tecnologia da Certta, sublinha que a engenharia social atinge uma camada diferente da segurança convencional. “A IA antifraude não foi desenhada para combater engenharia social, ela foi desenhada para combater fraude”, destaca. Segundo ele, a abordagem deveria ser focada na identificação de comportamentos suspeitos antes que a vulnerabilidade se materialize em prejuízo.

Perfil das Vítimas e Medidas de Prevenção

Os dados revelam que 49,06% das vítimas de fraudes estão na faixa etária entre 18 e 34 anos, e a maioria delas ganha até dois salários mínimos. Mais de 3 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes no primeiro semestre de 2026, com cerca de 799 mil indivíduos sofrendo golpe mais de uma vez. Isso indica que as tentativas de manipulação continuam a evoluir, demandando uma atenção constante por parte dos consumidores.

Para mitigar os riscos, é crucial que as pessoas adotem algumas medidas de prevenção. É sempre recomendado:

  • Desconfiar da urgência: pressão para agir rapidamente é um sinal de alerta;
  • Confirmar pelo canal oficial: desligar e entrar em contato diretamente com a instituição financeira em caso de ligações suspeitas;
  • Verificar o Pix: conferir destinatário e valor antes de confirmar uma transferência;
  • Não compartilhar senhas e dados: informações pessoais nunca devem ser fornecidas a terceiros;
  • Ficar atento a falsas autoridades: uma suposta investigação não justifica a transferência de dinheiro;
  • Evitar links suspeitos: não clicar em mensagens inesperadas;
  • Usar autenticação multifator: habilitar recursos adicionais de segurança nas contas.

Essas medidas não apenas aumentam a proteção pessoal, mas também ajudam a construir uma rede de segurança mais robusta contra fraudes. Uma atitude cautelosa pode fazer toda a diferença ao prevenir golpes financeiros.


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