Diretora de escola de samba morre pouco antes de desfile de Carnaval
Brasil – O Carnaval de Florianópolis foi marcado por uma despedida precoce e dolorosa na noite desta sexta-feira (13/2). Gisele Regina dos Passos, carinhosamente chamada de Nega Gi, diretora da escola de samba Império Vermelho e Branco, faleceu após sofrer um mal súbito na Passarela Nego Quirido, minutos antes do início do desfile da agremiação.
Nega Gi, que carregava o samba no DNA como filha do fundador e irmã do atual presidente da escola, sentiu-se mal ainda na área de concentração. Segundo testemunhas, a diretora estava em meio aos preparativos finais quando sofreu uma parada cardiorrespiratória. Apesar do atendimento imediato das equipes médicas de plantão no sambódromo, o óbito foi confirmado pouco depois.
“Desfile por honra”
A notícia da morte abalou os componentes que já estavam posicionados para entrar na avenida. Em uma decisão emocionante, a diretoria e a comunidade optaram por seguir com a apresentação, transformando o enredo *”Ojuobá – Sob os Olhos do Rei”* em um tributo à Gisele.
Em nota publicada nas redes sociais, a Império Vermelho e Branco expressou o luto:
> “Nega Gi era a alegria em forma de samba. Ela acompanhou cada detalhe da nossa preparação e, hoje, sua vontade de honrar as raízes de nosso pai se tornou o nosso combustível. A avenida chorou, mas cantou por ela.”
Repercussão e Legado
A morte da dirigente gerou uma onda de solidariedade no mundo do samba catarinense:
Prefeitura de Florianópolis: Emitiu nota de pesar destacando o papel fundamental de Gisele na preservação das tradições locais.
Liga das Escolas de Samba: Manifestou apoio à família e destacou a força da comunidade da Império Vermelho e Branco em concluir o desfile sob tamanha pressão emocional.
Comunidade:
Nas redes sociais, torcedores e integrantes de escolas rivais prestaram homenagens, lembrando o sorriso constante de Nega Gi nos bastidores da folia.
A Império Vermelho e Branco foi a quarta agremiação a desfilar. Mesmo sob o impacto da tragédia, a escola atravessou a Passarela Nego Quirido com um desempenho tecnicamente impecável, marcado por componentes visivelmente emocionados que carregavam braçadeiras pretas em sinal de luto.


