‘Deu ruim’ para o estagiário: Funcionário do INSS é preso pela PF suspeito de vender senhas do Gov.br por R$ 4
Brasil – Um caso envolvendo um estagiário do INSS preso pela Polícia Federal chamou a atenção nesta terça-feira (27), em Marília, no interior de São Paulo. O investigado trabalhava em uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social e teria utilizado os sistemas internos para gerar senhas provisórias de contas do Gov.br de maneira irregular. Segundo a investigação, o esquema envolvia suspeitas de venda dessas credenciais por apenas R$ 4, o que poderia facilitar o acesso indevido a informações de cidadãos.
Estagiário do INSS preso é suspeito de emitir senhas fraudulentas
De acordo com a Polícia Federal, o estagiário teria inserido informações falsas nos sistemas internos do INSS para liberar senhas provisórias de acesso ao Gov.br. Além disso, os investigadores identificaram indícios de que o procedimento ocorria sem a presença dos verdadeiros titulares das contas na agência. A macutaia do estagiário foi descoberta e a suspeita é que terceiros buscassem essas credenciais para acessar informações e serviços digitais. Entretanto, a PF ainda investiga quem teria recebido as senhas e se houve utilização efetiva em fraudes.
Senhas do Gov.br eram oferecidas por apenas R$ 4
A investigação começou após um procedimento interno do INSS identificar indícios de aliciamento de estagiários para a comercialização das credenciais. Segundo as informações policiais, os envolvidos ofereceriam apenas R$ 4 por senha. Diante das suspeitas, o instituto iniciou uma auditoria e encontrou registros de atendimentos incompatíveis com a rotina da agência. Além disso, a análise apontou a emissão de diversas senhas provisórias sem o atendimento dos usuários. Em seguida, o órgão comunicou as irregularidades à Polícia Federal.
Polícia Federal apreende computadores e celular do investigado
Durante a ação em Marília, os policiais federais prenderam o estagiário em flagrante e apreenderam computadores da agência e o telefone celular do suspeito. Agora, os investigadores deverão analisar os equipamentos para identificar possíveis registros das operações e esclarecer como funcionava a emissão das credenciais. Conforme informações divulgadas pelo Metrópoles, a perícia também poderá auxiliar na identificação de outros envolvidos.
Equipes de inteligência do INSS apoiam investigação
A operação contou com apoio técnico da Equipe de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos do INSS (ETIR INSS) e da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP). Os profissionais contribuíram com informações sobre as movimentações suspeitas nos sistemas. Além disso, a atuação conjunta busca identificar falhas exploradas pelos investigados e evitar novos acessos irregulares. O caso também reforça a importância de proteger as credenciais utilizadas nos serviços públicos digitais, incluindo consultas e solicitações previdenciárias.
Estagiário do INSS preso terá conduta investigada pela PF
Por fim, o caso do estagiário do INSS preso continua sob investigação da Polícia Federal. Os agentes buscam esclarecer se outras pessoas participaram do possível esquema, quem teria comprado as credenciais e quais contas poderiam ter sofrido acessos indevidos. Até o momento, as autoridades não divulgaram a quantidade total de senhas comercializadas nem confirmaram prejuízos financeiros aos titulares. Para obter orientações sobre serviços previdenciários, consulte o portal oficial do INSS. Acompanhe outras notícias sobre investigações e segurança digital no Portal e TV CM7 Brasil.





