Brasília Amapá Roraima Ceará Pará |
Manaus
25º

Cuidado com o “Pix errado”: fraude faz criminosos receberem o valor duas vezes; veja como eles atuam

Compartilhe
Cuidado com o “Pix errado”: fraude faz criminosos receberem o valor duas vezes; veja como eles atuam

Brasil – O crescimento acelerado do Pix no Brasil tem sido acompanhado pelo aumento de golpes cada vez mais sofisticados.

Com milhões de transferências realizadas diariamente, criminosos vêm encontrando novas formas de explorar falhas humanas e utilizar até mesmo ferramentas de segurança do sistema financeiro para aplicar fraudes.

Uma das modalidades que mais tem preocupado especialistas é o chamado golpe do “Pix errado”. Nesse esquema, o golpista transfere um valor para a conta da vítima e, em seguida, entra em contato alegando que realizou a operação por engano. O criminoso então solicita que o dinheiro seja devolvido para uma conta diferente daquela que originou a transferência.

O problema ocorre quando a vítima realiza uma nova transferência manual para a conta indicada. Após receber o valor, o fraudador aciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada pelo Banco Central para auxiliar vítimas de golpes, alegando ter sido alvo de fraude. Com isso, tenta recuperar o valor originalmente enviado e ainda fica com a quantia transferida pela vítima.

Outra fraude que tem ganhado espaço é o golpe do Pix Agendado. Nessa prática, criminosos apresentam comprovantes de pagamentos agendados que se parecem com transferências concluídas.

A vítima acredita que o valor já foi creditado, entrega produtos ou presta serviços, mas posteriormente descobre que o agendamento foi cancelado e o dinheiro nunca entrou na conta.

Além dessas modalidades, continuam frequentes os golpes envolvendo clonagem de contas de WhatsApp. Após assumir o controle do aplicativo de uma pessoa, criminosos entram em contato com familiares e amigos pedindo transferências urgentes via Pix. Também são registrados casos de instalação de programas maliciosos em celulares, permitindo acesso remoto a aplicativos bancários e movimentações financeiras sem autorização dos titulares.

Para reforçar o combate às fraudes, o Banco Central ampliou desde fevereiro de 2026 o rastreamento das operações realizadas pelo sistema, permitindo acompanhar a movimentação dos recursos entre diferentes contas utilizadas em esquemas criminosos. Ainda assim, a instituição destaca que a principal proteção continua sendo a atenção dos usuários durante as transações.

O Banco Central orienta que, ao receber um Pix por engano, o valor seja devolvido exclusivamente por meio da função oficial de devolução disponível no extrato do aplicativo bancário.

A recomendação também é confirmar diretamente na conta se o pagamento foi efetivamente concluído antes de liberar produtos ou serviços, desconfiar de comprovantes enviados por aplicativos de mensagens e nunca realizar cadastro de chaves Pix por telefone.

Nos casos em que uma fraude envolve uma transferência efetivamente concluída, a vítima pode solicitar a devolução por meio do MED em até 80 dias após a operação. No entanto, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a forma mais eficaz de evitar prejuízos financeiros.


Siga-nos no Google News Portal CM7

Banner Rodrigo Colchões Abaixo do Post

Banner 1 - Portal CM7


Carregar mais