Conheça Richard Bryan, empreendedor mirim que está inspirando jovens de todas as idades e já foi perseguido pelo Conselho Tutelar por trabalho infantil; veja vídeo
Brasil – Richard Bryan é um jovem que começou sua trajetória nas ruas como vendedor de paçoca e, posteriormente, de picolé. Hoje, com 15 anos e já conhecendo estúdios de televisão como o do SBT, ele colhe os frutos de uma jornada de superação. Os vídeos que gravou há cerca de um ano, quando tinha apenas 14 anos, continuam viralizando e servindo de inspiração para que jovens e adultos entrem na vida adulta com propósito, dinheiro no bolso e mentalidade de crescimento.
Perseguição e o absurdo do Conselho Tutelar
Em um de seus vídeos mais contundentes, Richard, que se autointitula o “zero um da paçoca”, relatou o absurdo que estava vivendo ao tentar construir seu futuro como empresário. O garoto afirmou que pessoas tentaram frustrar seus sonhos fazendo denúncias que acionaram o PETI, o CREAS e o Conselho Tutelar. Ao todo, ele foi procurado cinco vezes pelas autoridades, que foram atrás de informações sobre ele na rua, em sua casa e até em sua escola.
Apesar de ser um aluno de destaque, representante de classe e multimedalhista na Olimpíada de Matemática, o jovem passou por uma situação extrema. Segundo Richard, o Conselho Tutelar informou ao seu pai que a sentença para o adolescente vendendo doces seria equivalente à de uma criança de 14 anos vendendo drogas em uma biqueira. Ele considerou a comparação ilógica e expôs que não trabalha por passar fome ou por obrigação, mas porque guarda e inviste seu dinheiro visando a liberdade financeira. O jovem criticou o sistema, afirmando que o governo muitas vezes ignora crianças em vulnerabilidade real para focar naquelas que apenas querem construir um império e não depender de auxílios.
Maturidade para lidar com golpes nas ruas
Além da burocracia, o empreendedor mirim também precisou aprender a lidar com as adversidades das ruas de forma precoce. Em um relato gravado na região de Poá e Aracaré, Richard mostrou como foi vítima de um golpe ao vender R$ 30 em doces. Um homem, alegando não ter troco, fingiu que iria até um chaveiro próximo para trocar o dinheiro, mas desapareceu com as mercadorias. Mesmo diante da frustração de ser passado para trás, ele demonstrou maturidade ao afirmar que não desejava ódio ao homem e que essas situações fazem parte de “lidar com pessoas”.
Mensagem contra a “falta de opção” Richard também usa sua voz para confrontar a glamorização do crime e a desculpa de que os jovens entram para o tráfico por “falta de opção”. Para ele, as pessoas precisam criar suas próprias oportunidades.
Como lição para quem assiste aos seus vídeos, o jovem deixa conselhos diretos:
- Vivemos em um país que inverte valores, onde quem vende doce é taxado de otário, enquanto quem anda de fuzil vira ídolo para a sociedade.
- É necessário acordar para a vida, levantar do sofá, ir estudar e correr atrás dos próprios sonhos.
- Não se deve esperar que as conquistas caiam do céu, pois de lá apenas desce chuva.

