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Caso Orelha: familiares de adolescentes investigados podem enfrentar penas mais severas; entenda

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Caso Orelha: familiares de adolescentes investigados podem enfrentar penas mais severas; entenda

Brasil – O caso da morte do cão comunitário conhecido como “Orelha”, em Santa Catarina, continua gerando forte comoção e levantando debates sobre a legislação brasileira.

Embora os principais suspeitos das agressões sejam adolescentes, a Justiça pode aplicar penas mais duras aos familiares adultos envolvidos do que aos próprios jovens investigados.

As investigações apontam que quatro adolescentes participaram das agressões que deixaram o animal gravemente ferido. Devido à extensão dos ferimentos, o cão não resistiu e precisou ser submetido à eutanásia.

O caso ocorreu em uma região frequentada por moradores e turistas, o que ampliou a repercussão nas redes sociais e na imprensa.

Adolescentes respondem por atos infracionais

Por serem menores de 18 anos, os adolescentes não respondem criminalmente como adultos. Eles são enquadrados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e, caso a participação seja confirmada, poderão sofrer medidas socioeducativas, que têm caráter educativo e não punitivo.

A sanção mais severa prevista é a internação, que pode durar até três anos, com avaliações periódicas da Justiça. Mesmo nessa hipótese, a liberação é obrigatória quando o jovem completa 21 anos.

Adultos podem pegar prisão

Já os familiares envolvidos no caso enfrentam uma situação jurídica mais delicada. Pais e um tio de alguns dos adolescentes foram indiciados por coação no curso do processo, após suspeita de tentativa de intimidar testemunhas durante a investigação.

Esse tipo de crime está previsto no Código Penal e pode resultar em pena de um a quatro anos de prisão, além de multa. Caso seja comprovado o uso de violência ou grave ameaça, a punição pode ser ampliada, tornando a situação dos adultos ainda mais grave do que a dos menores envolvidos.

Outras denúncias agravaram o caso

Além da morte de “Orelha”, a polícia apura a tentativa de agressão contra outro cachorro, chamado Caramelo, que teria sido alvo de tentativa de afogamento, mas conseguiu escapar.

O episódio reforçou a gravidade das denúncias e ampliou a pressão por responsabilização.

Repercussão e debate nacional

O caso ganhou destaque em todo o país e reacendeu discussões sobre maus-tratos a animais, a responsabilização de menores de idade e a atuação de familiares em investigações criminais.

Organizações de defesa animal e cidadãos cobram punições exemplares e mudanças na legislação para evitar que crimes desse tipo fiquem impunes.

As famílias dos adolescentes, por sua vez, alegam inocência e afirmam que seus filhos estão sendo injustamente acusados, sustentando que colaboram com as autoridades.

Enquanto o inquérito avança, o caso do cão Orelha se tornou símbolo de um debate maior sobre justiça, proteção animal e os limites da lei brasileira.


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