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Caminhoneiros ameaçam entrar em greve nacional contra alta do diesel

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Caminhoneiros ameaçam entrar em greve nacional contra alta do diesel

Brasil – Caminhoneiros de diferentes setores defenderam nesta terça-feira (17) uma paralisação nacional da categoria após o aumento no preço do diesel nos postos do país nas últimas semanas, com entidades que representam a categoria buscando que os motoristas cruzem os braços já nesta semana.

O preço do diesel subiu 18,86% desde o fim de fevereiro. A alta ocorre por causa da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que afeta o mercado global de petróleo.

A CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) afirmou em nota que apoia a paralisação. Na semana passada, a confederação pediu ao governo federal providências para conter a alta considerada abusiva nos preços dos combustíveis.

Até então, os pedidos de paralisação da categoria vinham se mostrando esparsos e sem uma clareza sobre o nível de adesão. A Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), do líder Wallace Landim, conhecido como Chorão, e o Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros de Santos) são os principais defensores.

Segundo Landim, uma assembleia organizada pelo Sindicam em Santos com representantes de várias associações de caminhoneiros de estados incluindo São Paulo, Paraná e Goiás deu aval para uma greve, mas a data não foi definida. “Provavelmente vai ser nesta semana”, disse.

A recomendação é que os motoristas fiquem em casa ou parados em postos. A categoria orienta os profissionais a não bloquearem rodovias para evitar a cobrança de multas.

Os líderes do movimento dizem que a situação atual é uma luta pela sobrevivência. “Soltaram a bomba lá e soltaram as bombas aqui. Com os altos custos do combustível, a conta não fecha”, afirma Landim.

O governo federal monitora a situação e reconhece o risco de paralisação. Na semana passada, o Planalto anunciou isenção de impostos e subsídios, mas a Petrobras aumentou o preço do diesel na refinaria em 11,6% logo depois.

O mercado financeiro reage de forma negativa à ameaça de greve. A possibilidade de os caminhões pararem fez as taxas de juros futuras zerarem perdas e passarem a subir hoje.


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