Batom de coragem e resistência: a força das mulheres da Virada Feminina no Brasil
Brasil – Não é sobre flores, nem sobre homenagens protocolares. É sobre presença, coragem e transformação. A força da Virada Feminina mostra que, quando mulheres ocupam as ruas, os negócios e os espaços de decisão, a chamada “virada” deixa de ser discurso e passa a ser realidade no Brasil, e também no Amazonas.
O movimento reúne mulheres que decidiram transformar desafios em oportunidade e fazer do empreendedorismo uma ferramenta de autonomia e mudança social. Na linha de frente dessa articulação nacional está Marta Lívia, fundadora do movimento e presidente do Instituto Virada Feminina Internacional. Ela atua na mobilização de iniciativas voltadas ao empreendedorismo, à liderança e à ampliação da participação feminina em diferentes áreas da sociedade, conectando redes de mulheres em todo o país.
A chamada “virada de chave” acontece quando mulheres deixam de ocupar apenas espaços de sobrevivência e passam a assumir protagonismo econômico e social. Na prática, são histórias reais de superação: a vendedora de cosméticos que se torna dona do próprio negócio, a artesã que aprende a vender pela internet ou a mãe que descobre no empreendedorismo o caminho para a independência financeira.
Iniciativas como o projeto Lapidando Diamantes e programas de mentoria de liderança buscam exatamente esse resultado. Mais do que certificados, oferecem conhecimento, orientação e ferramentas para que mulheres possam tomar decisões sobre a própria trajetória e ampliar suas oportunidades.
No Amazonas, liderança que incomoda e transforma
No Amazonas, o movimento ganhou força sob a liderança da empresária Cileide Moussallem, que há mais de uma década atua na defesa dos direitos das mulheres e no fortalecimento de redes de apoio para quem vive em situação de vulnerabilidade.
À frente da Virada Feminina no estado, Cileide percorre municípios do interior promovendo ações voltadas para mulheres vítimas de violência ou em situação de fragilidade social. O trabalho inclui orientação jurídica, capacitação profissional e iniciativas de fortalecimento da autoestima, oferecendo caminhos concretos para que muitas delas reconstruam suas vidas.
Em um estado que ainda enfrenta índices preocupantes de violência doméstica e feminicídio, a atuação da rede também se tornou uma forma de pressão social. O movimento acompanha casos, cobra celeridade em investigações e atua para evitar que denúncias desapareçam na burocracia institucional.
Ao mesmo tempo em que confronta falhas do sistema, a Virada Feminina oferece acolhimento às vítimas. A rede estruturada no Amazonas conecta apoio psicológico, assistência jurídica e programas de capacitação, entendendo que muitas mulheres deixam de denunciar por medo ou dependência financeira.
O impacto desse trabalho já ultrapassou as fronteiras do estado. A atuação de Cileide Moussallem ganhou destaque em veículos como People Brasil, IstoÉ, Forbes Latina e U.S. News & World Report, reconhecimento que reforça o alcance e a relevância das iniciativas desenvolvidas no estado.
O topo também é lugar de mulher
Para as lideranças da Virada Feminina, a independência econômica é uma das ferramentas mais poderosas para romper ciclos de violência e desigualdade. Quando uma mulher conquista autonomia financeira, ela amplia sua capacidade de escolha e fortalece não apenas a própria vida, mas também a de sua família e comunidade.
A expansão da Virada Feminina mostra que o movimento deixou de ser apenas uma rede de apoio e se consolidou como uma força de mobilização social no país. A mensagem é clara: quando uma mulher avança, ela não sobe sozinha. Ela leva junto toda uma comunidade.


