Após jovem morrer em salto radical, Ponte do Esqueleto entra em processo de interdição

Brasil – A Prefeitura de Limeira começou, na manhã desta quarta-feira (17), os trabalhos para fechar acessos irregulares à Ponte do Esqueleto, após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no último sábado (13). Ela saltou de rope jump sem estar devidamente presa à corda de segurança. Três instrutores estão presos por homicídio com dolo eventual.
Segundo a gestão municipal, os trabalhos desta quarta-feira ocorrem após o governo federal solicitar apoio operacional do município para ampliar a proteção do espaço até a adoção de medidas definitivas. “As obras estruturais permanentes, incluindo a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e demais medidas de fechamento da área, permanecem sob responsabilidade da União”, diz a prefeitura.
A incorporação da ponte ao patrimônio da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), foi autorizada neste ano de 2026. “Mesmo assim, desde 2024, em diferentes momentos, a SPU pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte. Em 2024, em função dessa parceria, a ponte foi bloqueada por alguns meses”, diz nota do governo federal.
Os três instrutores envolvidos foram presos por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de morte mesmo sem a intenção de matar, e estão detidos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba, segundo informações da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Os instrutores presos são: Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. Segundo a defesa deles, Luis Felipe e Maicon Fernandes são os homens filmados lançando a jovem que morreu. Vitor de Freitas é quem segura os pés da vítima.








