20 anos da Lei Maria da Penha: Virada Feminina leva luta contra a violência contra a mulher em todo o Brasil

Brasil – Os 20 anos da Lei Maria da Penha, um dos principais marcos da legislação brasileira no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, são celebrados com uma grande mobilização nacional promovida pela Virada Feminina. A iniciativa busca levar às ruas uma mensagem de conscientização, união e defesa da vida das mulheres. A Presidente Nacional da Virada Feminina, Martha Livia, também encontrou a pessoa que deu o nome a Lei , Maria da Penha , a mulher cuja história de vida acendeu de forma mais enérgica o combate contra a violência contra a mulher no Brasil.

Em Manaus, a mobilização ganhou as ruas da zona Leste da capital amazonense. A Avenida Itaúba foi palco da chamada Caminhada da Vida, que reuniu mulheres, lideranças comunitárias, ativistas e moradores em um ato de conscientização sobre a violência contra a mulher e a importância da aplicação efetiva da Lei Maria da Penha.
A mobilização acontece em um momento em que organizações e movimentos de defesa dos direitos das mulheres reforçam que a existência da legislação, embora represente uma conquista histórica, precisa estar acompanhada de políticas públicas capazes de garantir proteção, acolhimento e acesso à Justiça.
Uma lei que mudou a proteção às mulheres
Sancionada em 2006, a Lei nº 11.340 criou mecanismos específicos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher. Ao longo de duas décadas, a legislação passou a ser uma das principais ferramentas utilizadas na proteção das vítimas e no enfrentamento à violência de gênero.
Para os movimentos de defesa das mulheres, entretanto, os 20 anos da lei também representam um momento de reflexão sobre os desafios que ainda permanecem.
A violência não se limita à agressão física. Mulheres podem ser vítimas de violência psicológica, sexual, patrimonial e moral, muitas vezes dentro da própria residência e em situações que dificultam a denúncia e a ruptura do ciclo de violência.
É nesse cenário que iniciativas de conscientização ganham importância. A proposta da mobilização nacional da Virada Feminina é fazer com que a discussão ultrapasse os órgãos públicos e chegue às ruas, comunidades e famílias.
Mobilização leva mensagem para as comunidades
Em Manaus, a escolha da Avenida Itaúba para a realização da caminhada teve um caráter simbólico. A zona Leste é uma das regiões mais populosas da capital amazonense, e a presença do movimento no local buscou aproximar a pauta das comunidades.
Com faixas, cartazes e balões, participantes caminharam defendendo o direito das mulheres de viverem sem violência e reforçando a necessidade de denunciar situações de agressão e buscar ajuda.

A presidente da Virada Feminina do Amazonas, Cileide Moussallem, destacou durante a mobilização que a caminhada representa também uma homenagem às mulheres que foram vítimas da violência e não tiveram a oportunidade de participar do ato.

Para a organização, cada mulher presente nas ruas representa também aquelas que ainda permanecem silenciadas pelo medo, pela dependência emocional ou financeira e pela dificuldade de acesso à rede de proteção.
Empoderamento feminino também é pauta

Eventos que valorizam o protagonismo feminino também entraram no mapa de programações desta semana , dos 20 anos da lei Maria da Penha, um deles foi o LABACE 2026, que trouxe uma palestra sobre a presença feminina no segmento da aviação , o evento reuniu as principais fabricantes de aeronaves do mundo, fornecedores e prestadores de serviço do setor aeronáutico, além dos proprietários de aeronaves, entusiastas e autoridades, destacando a participação feminina nesses espaços.

