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“Ninguém está acima da lei”: Polícia da Flórida indicia os próprios agentes por fraude de US$ 33 mil

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“Ninguém está acima da lei”: Polícia da Flórida indicia os próprios agentes por fraude de US$ 33 mil

Mundo – A Flórida é um dos destinos queridinhos dos brasileiros, famosa por sua qualidade de vida, parques e praias. No entanto, o estado americano ganhou as manchetes nesta semana por um escândalo de corrupção policial na cidade de Jacksonville. Mostrando que os mecanismos de controle interno funcionam com rigor, o próprio departamento de polícia indiciou um sargento, um oficial da ativa e um ex-oficial por um esquema de desvio que subtraiu mais de US$ 33 mil (cerca de R$ 165 mil) dos cofres públicos.

O esquema das “horas extras fantasmas”

A fraude operava de maneira engenhosa, mas simples. Segundo o Departamento do Xerife de Jacksonville (JSO), os agentes falsificavam relatórios de horas extras, alegando ter realizado patrulhas e fiscalizações de trânsito em turnos adicionais. Na prática, esse trabalho nunca foi realizado.

O castelo de cartas começou a ruir após a prisão de um quarto agente, Christian Madsen, ocorrida no mês passado. O caso de Madsen acendeu um alerta na Unidade de Integridade da polícia, que iniciou uma devassa interna nos registros e descobriu que a prática era compartilhada por outros membros da corporação.

“Ninguém está acima da lei.” > — T.K. Waters, Xerife de Jacksonville, ao enfatizar o compromisso da corporação em cortar o mal pela raiz.

Divisão dos lucros ilícitos

Os mais de 33 mil dólares em dinheiro público foram embolsados de forma desigual entre os três acusados. De acordo com as investigações, os valores desviados foram:

  • Dylan Bostick (ex-policial): A maior fatia do esquema, com mais de US$ 18.000.
  • Christopher Sosa (policial): Mais de US$ 10.700.
  • Michael Rourke (sargento): Pouco mais de US$ 4.600.

Consequências criminais e administrativas

Para os brasileiros acostumados a debates sobre impunidade, a resposta americana chama a atenção pela rapidez. Assim que as descobertas preliminares vieram à tona, em março, Rourke e Sosa foram imediatamente suspensos de suas funções, enquanto Bostick optou por pedir demissão.

Agora, o JSO confirmou que buscará a demissão formal e definitiva de Rourke e Sosa. Na esfera criminal, a situação é ainda mais grave: o trio responderá por Furto Qualificado (Grand Theft), Fraude Organizada e Má Conduta Oficial. Todos esses delitos são classificados pela lei da Flórida como crimes de terceiro grau, podendo resultar em severas penas de prisão.


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