Motorista de caminhão na Flórida está entre as vítimas da guarda costeira cubana
Mundo – Michel Ortega Casanova, um caminhoneiro que vivia nos Estados Unidos há mais de duas décadas, encontrou um fim violento nas águas do Caribe. Ele foi identificado pelas autoridades de Havana como um dos quatro mortos em um intenso tiroteio contra soldados da guarda costeira cubana. O incidente expôs o que familiares descrevem como uma obsessão fatal e o que o governo de Cuba classifica como “terrorismo”.
A Operação Interceptada
De acordo com as autoridades cubanas, Casanova fazia parte de um grupo de 10 cidadãos cubanos que tentaram se infiltrar no país. A operação supostamente utilizou:
- Uma lancha rápida com registro na Flórida;
- Um carregamento de armas de fogo e munições.
O confronto direto com as forças de fronteira resultou na contenção total do grupo. O saldo final do tiroteio foi de quatro mortos (incluindo Casanova) e seis feridos, que foram imediatamente detidos.
“Uma busca obsessiva e implacável”
Para a família de Casanova, a notícia chegou como um choque absoluto. O irmão do caminhoneiro, Misael, explicou que Michel havia sido consumido por uma “busca obsessiva e implacável” pela mudança em Cuba, cegando-o para os perigos reais de suas ações.
“Ele ficou tão obcecado com isso que nem ele, nem os outros, pensaram nas consequências”, lamentou Misael. A ausência de uma simples ligação rotineira foi o primeiro sinal de alerta. “Ele sempre me liga aos domingos. Quando tento contatá-lo e ele não atende, me sinto estranho”, revelou à emissora Marti Noticias.
A família, que desconhecia por completo os planos de infiltração, agora lida com o luto. Michel deixa a mãe — que, segundo Misael à Associated Press, “ficou arrasada” —, duas irmãs e uma filha grávida.
Entre os seis sobreviventes capturados e feridos no tiroteio, o governo cubano destacou Amijail Sánchez González e Leordan Enrique Cruz Gómez. Ambos já eram alvos das autoridades da ilha, procurados sob acusações de promover, financiar e planejar atos de terrorismo contra o Estado.
Outros nomes divulgados pelo governo como capturados incluem:
- Conrado Galindo Sariol
- José Manuel Rodríguez Castelló
- Cristian Ernesto Acosta Guevara
- Roberto Azcorra Consuegra
O Mistério: A narrativa oficial de Havana, no entanto, já enfrenta questionamentos. Apesar de ter sido listado publicamente por Cuba como um dos homens feridos e presos a bordo da lancha, Roberto Azcorra Consuegra apareceu no sul da Flórida negando veementemente qualquer participação no incidente, criando um ponto de interrogação sobre a precisão das informações divulgadas pelas autoridades caribenhas.


