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Mar lotado, risco dobrado: Flórida lidera o número de ataques de tubarão nos EUA; veja

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Mar lotado, risco dobrado: Flórida lidera o número de ataques de tubarão nos EUA; veja

Mundo – Com a aproximação da alta temporada de praias, novos dados revelam que a Flórida, mais uma vez, ocupa o primeiro lugar no ranking de mordidas de tubarão nos Estados Unidos em 2025. Embora os números apontem para uma queda em relação aos anos anteriores, o estado continua sendo o epicentro desses encontros marinhos.

De acordo com o mais recente relatório do Museu de História Natural da Flórida, através do Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão (*International Shark Attack File*), o número global de incidentes não provocados retornou a níveis próximos à normalidade. Em 2025, foram registrados 65 casos no mundo todo, um número ligeiramente inferior à média de 72 da última década.

Apesar de uma queda geral nos EUA nos últimos cinco anos, o país ainda é a região com a maior atividade, respondendo por **38% dos incidentes mundiais** no último ano.

O Cenário na Flórida e a “Capital Mundial”

Dos 25 ataques não provocados registrados nos Estados Unidos, 11 ocorreram na Flórida — o maior número entre todos os estados americanos.

O Condado de Volusia, frequentemente apelidado de “capital mundial das mordidas de tubarão”, foi responsável por mais da metade desses casos no estado. Foram seis registros na região em 2025. Esse número, no entanto, representa uma queda positiva, ficando abaixo da média local de nove casos nos últimos 10 anos e bem distante do pico alarmante de 17 incidentes ocorrido em 2021.

Por que a Flórida lidera as estatísticas

Ao contrário do que o imaginário popular sugere, especialistas afirmam que o alto número de incidentes na Flórida não ocorre porque há mais tubarões na região, mas sim devido ao grande volume de banhistas e esportistas na água.

“A área é muito densamente povoada por surfistas… então você passa a ter uma situação com tubarões caçando seu jantar em um ambiente que está todo agitado por causa do surfe”, explica Gavin Naylor, diretor do Programa de Pesquisa de Tubarões da Flórida. “A visibilidade é baixa, e a água fica cheia de pessoas em pranchas com braços e pernas pendurados.”

Basicamente, trata-se de um problema de tráfego intenso no habitat natural e zona de alimentação desses predadores, gerando casos de “identidade equivocada”.

Outros Estados e Fatalidades

Embora assustadores, a imensa maioria dos encontros não é letal. Dos 25 casos reportados nos EUA em 2025, houve apenas **uma fatalidade**. O incidente ocorreu na costa central da Califórnia, em Monterey Bay, onde uma triatleta de 55 anos foi atacada por um tubarão-branco enquanto nadava com membros de um clube de natação em mar aberto.

Além da Flórida e da Califórnia, os outros estados americanos que registraram mordidas não provocadas no último ano foram Havaí, Texas e Carolina do Norte.

Como se prevenir

Para curtir o mar com segurança e reduzir o risco de incidentes, os pesquisadores recomendam as seguintes precauções:

Nade em grupos:  Tubarões têm menor probabilidade de se aproximar de aglomerações.

Evite os extremos do dia:  Fique fora da água ao amanhecer e ao anoitecer, períodos em que os tubarões estão mais ativos caçando e a visibilidade humana na água é muito reduzida.


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