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Irmãos acusados de planejar atentado contra base aérea nos EUA são presos na Flórida

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Irmãos acusados de planejar atentado contra base aérea nos EUA são presos na Flórida

Mundo – O estado da Flórida tornou-se o epicentro de uma complexa trama que mistura terrorismo doméstico, espionagem e um acalorado debate sobre o direito de cidadania por nascimento. A recente prisão de dois irmãos sino-americanos, acusados de tentar bombardear a Base Aérea de MacDill, em Tampa, forneceu munição para a administração federal intensificar sua ofensiva contra as políticas de imigração atuais.

De acordo com documentos federais, Alen Zheng, de 20 anos, é o principal suspeito de ter plantado um dispositivo explosivo fora do perímetro da base militar no dia 10 de março. O objeto passou despercebido por seis dias, até ser descoberto por um aviador, levantando sérias questões sobre a vulnerabilidade de uma das instalações militares mais críticas dos Estados Unidos, especialmente considerando seu papel em operações estratégicas internacionais.

Após o ato, as autoridades acreditam que Alen fugiu para a China, país onde ainda se encontra foragido. Sua irmã, Ann Mary Zheng, de 27 anos, foi detida em 17 de março ao tentar retornar aos EUA via Detroit. Ela é acusada de cumplicidade e de adulteração de provas para proteger o irmão.

O Uso de Inteligência Artificial para o Crime

Um dos detalhes mais surpreendentes revelados pelos promotores durante a audiência de Ann Mary foi o uso de tecnologia moderna para facilitar a fuga. Segundo o tribunal, a acusada utilizou o ChatGPT para obter informações cruciais sobre: Como obter vistos chineses de forma célere; Procedimentos para transferir propriedades do nome de seu irmão; Métodos para rastrear, ou evitar o rastreamento, de um Mercedes-Benz GLK 350, veículo ligado ao crime. Investigações na residência da família, em Land O’ Lakes, revelaram componentes de bombas e vestígios de explosivos no SUV de Alen, que já havia sido limpo e vendido na tentativa de apagar evidências.

Cidadania Sob Holofotes

O caso ganha uma camada política profunda devido ao status migratório da família. Os pais dos jovens, Qiu Qin Zou e Jia Zhang Zheng, entraram nos EUA vindos da China em 1993. Apesar de terem pedidos de asilo negados em 1998, eles permaneceram ilegalmente no país por décadas.

Embora Alen e Ann Mary tenham nascido em solo americano e sejam, tecnicamente, cidadãos legais, o governo federal está utilizando o incidente como justificativa para uma revisão da Cláusula de Cidadania. A secretária assistente interina do Departamento de Segurança Interna (DHS), Lauren Bis, afirmou que o caso ressalta uma “grave ameaça à segurança nacional”.

“A concessão automática de cidadania a filhos de estrangeiros ilegais baseia-se numa interpretação historicamente imprecisa e representa um risco”, declarou Bis, alinhando-se à postura do Presidente Trump de tentar encerrar o direito de primogenitura.

Consequências Jurídicas

Ann Mary permanece sob custódia sem direito a fiança, sob o argumento de que apresenta um “risco substancial de fuga”, dada a sua capacidade demonstrada de coordenar logísticas internacionais. Se condenada, ela poderá enfrentar até 30 anos de prisão por crimes de conspiração e adulteração de provas.

Enquanto isso, a segurança na Base Aérea de MacDill, na Flórida, segue sob revisão rigorosa. A falha na detecção do explosivo por quase uma semana gerou um alerta nas forças de segurança, que agora buscam entender se houve auxílio externo ou se a vulnerabilidade é estrutural.

O caso continua em aberto, com o governo americano pressionando por canais diplomáticos para localizar Alen Zheng em território chinês, embora a ausência de um tratado de extradição complique as buscas.


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