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Caçador captura 96 pítons em apenas 10 dias e vence tradicional desafio ambiental na Flórida

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Caçador captura 96 pítons em apenas 10 dias e vence tradicional desafio ambiental na Flórida

Mundo –  O vencedor da edição deste ano do Florida Python Challenge (Desafio de Pítons da Flórida) caçou e eliminou impressionantes 96 pítons birmanesas do Parque Nacional de Everglades. A competição anual faz parte de uma grande iniciativa ambiental para remover centenas dessas cobras invasoras que ameaçam o ecossistema local.

O torneio, que busca controlar a superpopulação da espécie invasora nos Everglades, distribuiu milhares de dólares em prêmios e reuniu competidores de vários países.
O desafio convida caçadores a participarem de uma maratona de 10 dias para capturar e sacrificar de forma humanitária o maior número possível de pítons em oito locais mapeados pelo governo. O evento é organizado pela Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC), em conjunto com o Distrito de Gestão de Águas do Sul da Flórida e o Serviço Nacional de Parques.

A “Missão” do Campeão

O grande vencedor, que levou para casa o prêmio principal de US$ 10.000, foi Tom Rahill. Caçador de pítons de profissão, Rahill também é fundador da organização SwampApes, no condado de Broward, um projeto que leva veteranos de guerra que sofrem de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) para caçadas terapêuticas nos pântanos da Flórida.
Em uma reunião da FWC realizada em Panama City, Rahill explicou sua motivação: “Eu estava em uma missão para conseguir uma cobra grande para um de nossos veteranos. E eu consegui. Nós lutamos com a criatura… O veterano ficou nas nuvens.”
Após cumprir esse objetivo inicial com o veterano, Rahill relatou ter entrado mais fundo nos Everglades, onde conseguiu rastrear e capturar as 96 cobras que lhe garantiram o título.

Números do Desafio de 2026

A competição deste ano atraiu uma multidão de interessados no controle ambiental:
  • 907 participantes inscritos;
  • Competidores vindos de 30 estados americanos, além do Canadá e do Vietnã;
  • 280 cobras foram removidas no total durante os 10 dias de julho;
  • US$ 1.000 foram pagos a Rahm Levinson, vencedor da categoria de cobra mais longa, capturando um espécime de 5 metros (16 pés e 5 polegadas).
Antes mesmo do início da competição, cerca de 1.400 pítons já haviam sido retiradas da natureza neste ano.

Uma Ameaça Silenciosa e Voraz

Nativas do Sudeste Asiático, as pítons birmanesas têm causado estragos desde que foram introduzidas no ecossistema dos Everglades na década de 1990. Como predadoras de topo da cadeia alimentar, elas consomem recursos vitais e já dizimaram uma parte significativa da vida selvagem nativa da região.
As pítons são incrivelmente difíceis de detectar nas áreas pantanosas, o que contribuiu para que a população explodisse. Estimativas conservadoras apontam que existem dezenas de milhares desses répteis na região. O desafio de caça ocorre estrategicamente durante o verão, época de eclosão dos ovos, na tentativa de maximizar o número de capturas, já que as fêmeas podem botar até 100 ovos por ano e há o temor de que elas estejam se reproduzindo mais rápido do que podem ser caçadas.

O Esforço de Conservação

Focado em aumentar a conscientização pública sobre espécies invasoras, o torneio anual já ajudou a remover mais de 1.600 pítons da área desde 2017. Quando somado aos esforços dos caçadores contratados pela FWC que atuam o ano todo, o número ultrapassa a marca de 19.000 cobras removidas.
Sarah Funck, coordenadora de programas da FWC, ressaltou que, embora não exista uma “solução mágica” para resolver a invasão de pítons na Flórida, o esforço vale a pena. “A eliminação de apenas uma píton já é uma vitória para a vida selvagem nativa da Flórida”, concluiu.


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