Caminho do Brasil no Mata-Mata: Japão, Holanda ou Suécia? Conheça os possíveis adversários

Brasil — Com a liderança do Grupo C garantida após a vitória contundente por 3 a 0 sobre a Escócia, a Seleção Brasileira já tem os olhos voltados para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O regulamento coloca o Brasil em rota de colisão direta com o segundo colocado do Grupo F. A definição desse adversário acontecerá na rodada decisiva desta quinta-feira, às 20h (de Brasília).
Três seleções estão vivas na disputa para cruzar o caminho brasileiro: Japão, Holanda e Suécia. A Tunísia, lanterna do grupo, já está eliminada. Se a fase de grupos terminasse hoje, o Brasil enfrentaria os japoneses, mas com os confrontos diretos entre Japão x Suécia e Tunísia x Holanda, tudo pode mudar.
Abaixo, detalhamos o perfil e o momento de cada um dos países que podem encarar o Brasil na próxima fase:
1. Japão: A Ameaça Conhecida (Atual 2º colocado)
O Japão é a seleção que atualmente ocupa a vaga que a colocaria frente a frente com o Brasil. A equipe asiática tem os mesmos quatro pontos da Holanda, mas fica atrás no critério de gols marcados (seis contra sete).
Como joga: Sob o comando do técnico Hajime Moriyasu, o Japão é uma equipe que não tem medo de se expor. Com uma estratégia ofensiva, o time foca muito o jogo pelas pontas, utilizando os pontas Maeda e Kubo (ou Ito) em sintonia com os alas Nakamura e Doan, para municiar o centroavante Ueda. O time vem embalado e já arrancou um empate em 2 a 2 contra a Holanda nesta Copa.
Onde o Brasil pode levar vantagem: Por atacar muito pelas laterais com até quatro peças, os japoneses deixam a defesa exposta a contra-ataques. Esse é o cenário perfeito para velocistas brasileiros como Vini Jr, Luiz Henrique e Rayan explorarem o espaço. Além disso, há um gosto de revanche no ar: o Japão venceu a Seleção Brasileira de virada por 3 a 2 no ciclo preparatório em outubro.
2. Holanda: Ataque Veloz e Letal (Atual 1ª colocada)
A Holanda lidera o Grupo F, mas pode cair para a segunda colocação caso tropece (empate ou derrota) diante da já eliminada Tunísia e perca nos critérios de desempate para japoneses ou suecos.
Como joga: Treinada por Ronald Koeman, a Laranja Mecânica tem um poder de fogo impressionante, com sete gols marcados em apenas dois jogos. O grande destaque é o trio ofensivo muito veloz formado por Gakpo (Liverpool), Malen (Roma) e o centroavante Brobbey (Sunderland), que balançou as redes duas vezes contra a Suécia. O time ainda se dá ao luxo de ter Memphis, atacante do Corinthians, como opção no banco de reservas, enquanto Summerville (West Ham) vem ganhando espaço.
Onde o Brasil pode levar vantagem: Apesar do meio de campo e do ataque de altíssimo nível, o calcanhar de Aquiles holandês tem sido o sistema defensivo, especialmente nas bolas paradas, falha que ficou muito evidente no tropeço diante do Japão.
3. Suécia: O “Tudo ou Nada” Escandinavo (Atual 3ª colocada)
Com três pontos, a Suécia precisa vencer o Japão e contar com uma combinação de resultados da Holanda para terminar exatamente na segunda posição.
Como joga: A seleção escandinava é a definição de instabilidade nesta Copa do Mundo. Foi capaz de aplicar uma goleada avassaladora de 5 a 1 na Tunísia na estreia, mas sofreu uma derrota pelo exato mesmo placar (5 a 1) para a Holanda no jogo seguinte. O ponto forte sueco atende pelos nomes de Gyokeres (Arsenal) e Isak (Liverpool); a dupla de atacantes vem fazendo uma ótima Copa, com gols e assistências.
Onde o Brasil pode levar vantagem: A defesa sueca é extremamente frágil. A equipe cede muitos buracos de marcação, erra tecnicamente e apresenta sérias dificuldades para marcar centroavantes que saibam fazer o trabalho de pivô.
E agora?
Resta à Seleção e aos torcedores brasileiros acompanharem com atenção a rodada dupla desta quinta-feira às 20h. Seja contra a velocidade holandesa, o ímpeto japonês ou a instabilidade sueca, o Brasil já sabe que não terá um jogo fácil pela frente no primeiro mata-mata da Copa.


