Thayane Smith surge chorando após ser ‘devorada’ por carapanãs na trilha para o Monte Roraima; veja vídeo

Amazonas – A natureza é implacável e costuma cobrar um preço altíssimo pela falta de planejamento. A influenciadora e trilheira Thayane Smith Moraes, que há poucos meses se tornou o centro de uma grande polêmica nacional, está sentindo na própria pele, literalmente, as consequências de um descuido em sua mais nova aventura. A caminho de uma expedição rumo ao majestoso Monte Roraima, Thayane surgiu em suas redes sociais visivelmente abalada, aos prantos, após sofrer um ataque massivo de carapanãs. O motivo? Ela esqueceu de colocar um item básico na mochila: o repelente.
Em um registro em vídeo gravado de dentro de sua barraca, a jovem expõe o desespero de uma noite em claro, tomada pela dor e pela coceira extrema. A situação escalou a um ponto onde a própria influenciadora admitiu sua incapacidade de lidar com o desconforto na selva.
O Desespero em Meio à Trilha
As imagens compartilhadas por Thayane mostram um cenário de pura aflição. Com o rosto banhado em lágrimas e visivelmente exausta, ela relata o seu sofrimento para os seguidores. “Eu não estou conseguindo dormir, gente, eu não estou conseguindo”, desabafa a trilheira no início do vídeo, apontando a câmera para as pernas e braços completamente tomados por manchas avermelhadas e inchaços característicos das picadas.
O ataque dos insetos, comuns nas regiões de mata do Norte do país, deixou marcas severas. “Aqui está tudo vermelho, está tudo… aqui. Eu estou toda machucada, meu braço. Estou toda machucada, gente, isso dói muito, muito, muito, muito”, continua ela, expondo a pele ferida. O desespero aumenta quando Thayane menciona, em meio ao choro, a impossibilidade de usar medicações para amenizar o quadro crônico de dor, chegando a clamar pelo auxílio de um homem chamado Evandro: “Eu não consigo tomar remédio. Eu estou chorando de dor, Evandro”.
A cena, que para muitos poderia gerar compaixão, acabou se tornando combustível para novas críticas, reacendendo as fogueiras de uma imagem pública já bastante desgastada.
Uma Logística Cara e Polêmica
A viagem ao Monte Roraima já havia começado sob o escrutínio do público. Recentemente, Thayane anunciou que estava desembolsando a quantia de R$ 1.200 apenas para que um guia carregasse seus dejetos durante a caminhada pesada. A revelação chocou muitos de seus seguidores e membros da comunidade de montanhismo, que costumam prezar pela autossuficiência e pelo mínimo impacto ambiental gerado pelo próprio praticante.
O roteiro da aventura, conforme detalhado por ela mesma, é extenso e cansativo. A viagem iniciou-se em Manaus, capital do Amazonas, de onde ela partiu de ônibus rumo a Boa Vista, em Roraima — um trajeto desgastante de 12 a 14 horas, que custou cerca de R$ 300. Da capital roraimense, o planejamento envolvia a troca de condução até o município fronteiriço de Pacaraima, onde um guia a aguardaria para levá-la à comunidade indígena de Santa Helena. É a partir desse ponto que a verdadeira trilha a pé tem início. Contudo, a falha no checklist de sobrevivência básica transformou o prelúdio da jornada em um verdadeiro pesadelo.
O Fantasma do Pico Paraná
É impossível dissociar o atual sofrimento de Thayane do histórico que a tornou nacionalmente conhecida em janeiro de 2026. Há apenas sete meses, a jovem esteve envolvida no grave desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, durante a descida do Pico Paraná, a montanha mais alta da região Sul do Brasil.
Na ocasião, Thayane confessou ter deixado o “amigo” para trás na trilha para conseguir acompanhar o ritmo de outros praticantes. Roberto ficou desaparecido por cinco dias agonizantes. O jovem precisou lutar pela própria vida, abrigando-se em grutas para se proteger do frio intenso e das chuvas, sobrevivendo exclusivamente da água filtrada de cachoeiras locais, sem ingerir nenhum tipo de alimento.
O resgate do rapaz mobilizou uma operação colossal, envolvendo mais de 400 pessoas, entre militares do Corpo de Bombeiros do Paraná e voluntários. Quando a verdade sobre o abandono veio à tona, impulsionada por entrevistas dadas pela própria Thayane, o “cancelamento” foi imediato. A justificativa de que precisava seguir os outros trilheiros soou como negligência imperdoável para a comunidade outdoor, e seus pedidos de desculpas posteriores não foram suficientes para apagar o estigma de quem deixa um companheiro para trás.
O Tribunal Implacável da Internet
Devido ao seu passado recente, o choro de Thayane por causa das picadas de inseto não encontrou ouvidos solidários nas redes sociais. Nos comentários das páginas de notícias e perfis de fofoca, a ironia e a falta de empatia dominaram as reações.
Os internautas não perderam a chance de alfinetar a influenciadora, conectando o atual perrengue com suas atitudes anteriores. Comentários como “Vai abandonar quem dessa vez?” e ironias sobre o serviço contratado para carregar seus dejetos (“ela vai dentro da sacola?”) inundaram as publicações. A sensação geral do público parece ser a de que a natureza, através dos carapanãs, estaria cobrando uma dívida cármica pela irresponsabilidade cometida no Pico Paraná.
Resta saber se a jovem terá condições físicas e psicológicas de seguir em frente e encarar os imensos platôs e o clima hostil do Monte Roraima, ou se a “surra” dos mosquitos será o ponto final prematuro de uma expedição que, desde o seu anúncio, parecia fadada ao caos.


