Thais Carla é alvo de investigação sobre divulgação de plataformas de jogos de azar
Brasil – A influenciadora Thais Carla se tornou alvo de uma investigação policial após divulgar plataformas de jogos de azar em suas redes sociais. O procedimento teve início na Bahia a partir de uma denúncia apresentada em 2024.
O inquérito apurou uma possível prática da contravenção penal de exploração de jogos de azar e do crime de estelionato. Durante as investigações, também surgiram suspeitas de que a influenciadora estaria ligada a uma suposta rede de jogos de azar, com pessoas atuando em Manaus e colaborando com plataformas de jogos digitais.
Relatório final da polícia
A Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) concluiu o procedimento em relatório emitido em 26 de junho. Segundo o documento, Thais Carla realizou publicidade para duas plataformas de jogos.
De acordo com a investigação, uma das plataformas estava regularmente autorizada a funcionar. A outra foi divulgada pela influenciadora antes da entrada em vigor de uma portaria que estabeleceu restrições administrativas para a publicidade de jogos on-line.
A DRCC concluiu que, diante da autorização estatal para o funcionamento das atividades, a publicidade feita por Thais Carla não poderia ser considerada ilícita ou criminosa. A polícia também informou que não identificou condutas da influenciadora que pudessem caracterizar o crime de estelionato.
Ministério Público pediu mudança de competência
Após a conclusão do relatório policial, o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA).
A promotora de Justiça Lolita Macedo Lessa apontou a incompetência do juízo baiano para analisar o caso e determinou a remessa dos autos para uma Vara Criminal de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.
A mudança de competência está relacionada a uma regra prevista na legislação para situações em que não é possível determinar o local exato da infração. Nesses casos, a competência pode ser definida pelo domicílio do investigado.
Próximos passos
A manifestação do Ministério Público foi acolhida pela Justiça. Na última terça-feira (11/08), os autos foram encaminhados ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A expectativa é de que o processo seja remetido para uma Vara Criminal de Nova Iguaçu, onde deverá ter prosseguimento.
Apesar das suspeitas levantadas no início da investigação, o relatório final da DRCC não apontou, até o momento, elementos que caracterizem crime de estelionato ou ilegalidade na publicidade realizada por Thais Carla.


