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Suzane von Richthofen solda portão e retira carro do tio morto

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Suzane von Richthofen solda portão e retira carro do tio morto

Manaus – O processo que apura questões relacionadas à morte repentina de Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, ganhou um novo capítulo. Em manifestação recente à Justiça, Suzane fez revelações inéditas no âmbito do inventário do médico aposentado, que morreu no início de janeiro, em São Paulo.

Segundo informações apuradas, Suzane relatou ao Judiciário que adotou medidas consideradas urgentes para preservar o patrimônio deixado pelo tio. Até o momento, não houve a nomeação oficial de um administrador para os bens do espólio, o que teria motivado as providências tomadas por iniciativa própria.

De acordo com o relato, a decisão ocorreu após a casa de Miguel, localizada no bairro Campo Belo, na zona sul da capital paulista, ter sido invadida. Parte dos itens do imóvel teria sido levada, o que acendeu o alerta sobre a segurança do local.

Para evitar novas invasões e possíveis prejuízos, Suzane informou que mandou soldar o portão externo e a porta da residência. As medidas teriam como objetivo impedir entradas forçadas e proteger o patrimônio até que a situação seja regularizada judicialmente. Ela afirmou ainda que foi acompanhada por Ricardo Abdalla, filho de uma prima do falecido, durante a adoção dessas providências.

Além disso, Suzane comunicou ao juízo que um carro pertencente a Miguel, que estava na garagem da casa, foi retirado do local e levado para um endereço considerado mais seguro, embora não tenha informado onde o veículo se encontra atualmente. O automóvel, segundo as informações, é avaliado em mais de R$ 120 mil.

Na mesma manifestação, Suzane apresentou documentos que, segundo ela, comprovam sua condição de herdeira. Miguel Abdalla Netto deixou um patrimônio estimado em cerca de R$ 5 milhões.

Miguel foi encontrado morto dentro do próprio apartamento no início de janeiro, e o caso segue cercado de atenção por envolver o nome de Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002.


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