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“Não sou obrigada a ficar sozinha”: Deolane recusa cela especial e alega ‘síndrome do pânico’, diz MP

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“Não sou obrigada a ficar sozinha”: Deolane recusa cela especial e alega ‘síndrome do pânico’, diz MP

Brasil – A prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra ganhou um novo contorno psicológico e jurídico nesta segunda-feira (6/7). Detida há 45 dias na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, a famosa estaria enfrentando um quadro de síndrome do pânico, o que a levou a evitar o isolamento carcerário.

A revelação foi feita pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em um parecer oficial encaminhado à Justiça. O órgão utilizou a atual condição emocional de Deolane como argumento para se posicionar contra os recentes pedidos de sua defesa, que solicitava a transferência da influenciadora para uma Sala de Estado-Maior (direito garantido a advogados) ou a conversão da pena para prisão domiciliar.

O medo do isolamento

De acordo com o documento do MP, há espaço disponível para que Deolane fique em uma Sala de Estado-Maior individual. No entanto, ela divide a cela com outra detenta por escolha própria.

O órgão detalhou nos autos que a advogada “apresenta síndrome do pânico e receio de permanecer sozinha durante o período em que as portas das habitações permanecem fechadas”. Na visão do Ministério Público, a permanência dela em uma cela compartilhada atende às suas atuais necessidades psicológicas, enfraquecendo a urgência do pedido de transferência ou domiciliar feito por seus advogados.

Acusações de perseguição policial

Enquanto o MP tenta mantê-la no sistema prisional atual, a equipe jurídica da influenciadora moveu uma nova peça estratégica. A defesa encomendou um relatório pericial independente focado na conduta da delegada Maria Corsato, responsável por parte das investigações.

Segundo a perícia contratada pelos advogados de Deolane, a delegada teria ultrapassado os limites éticos da Polícia Civil, ferindo os princípios de discrição e impessoalidade em suas declarações públicas. O documento sugere que a influenciadora estaria sendo vítima de uma “perseguição midiática” promovida ativamente pela agente do Estado.

Relembre o caso

Deolane Bezerra foi presa em maio deste ano durante a Operação Vérnix, uma ação conjunta da Polícia Civil e do MP-SP. Ela é o principal alvo de uma investigação que apura crimes de lavagem de dinheiro e a estruturação de uma organização criminosa com supostas ligações com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso segue em análise pelo judiciário paulista.


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