Morre Titina Medeiros, atriz de Cheias de Charme, aos 48 anos
Brasil – A atriz potiguar Titina Medeiros, conhecida nacionalmente pelo papel da hilária Socorro em Cheias de Charme, morreu neste domingo (11), aos 48 anos, vítima de um câncer no pâncreas. A artista enfrentava o tratamento havia pelo menos seis meses.
A confirmação da morte abalou o meio artístico e os fãs que acompanharam sua carreira na televisão, no teatro e no cinema. Titina era casada havia cerca de 20 anos com o ator César Ferrario, seu parceiro de cena e de vida, que ainda não se pronunciou publicamente sobre a perda.
Da Serra Potiguar para o Brasil
Natural de Currais Novos (RN), Titina começou no teatro ainda jovem, em Natal. Foi ali que desenvolveu a base artística que carregaria por toda a carreira, tornando-se referência no teatro nordestino e peça-chave de grupos como Clowns de Shakespeare e Carmin. Ela também fundou a Casa de Zoé, voltada à viabilização de obras autorais e experimentais.
Ao longo de três décadas, consolidou-se como uma das intérpretes mais versáteis de sua geração, transitando do humor à tragédia com a mesma intensidade.
Projeção nacional
A virada veio em 2012, quando Titina estreou na TV e roubou cena em Cheias de Charme, vivendo a inesquecível Socorro — a “personal colega” e cúmplice da cantora Chayene, personagem de Cláudia Abreu. O carisma e a naturalidade do papel fizeram dela um dos nomes mais comentados da novela.
Depois disso, voltou à tela em produções marcantes da TV Globo, como:
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Geração Brasil (2014)
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A Lei do Amor (2016)
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Onde Nascem os Fortes (2018)
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Mar do Sertão (2022)
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No Rancho Fundo (2024)
Titina também atuou em séries e humorísticos, como Os Roni, exibido no Multishow.
Cinema e legado
No cinema, integrou o elenco de filmes como:
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Filhos do Mangue
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Malasartes e o Duelo com a Morte
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Dionísia: Poema Além da Floresta
Dona de voz firme na defesa da arte e da cultura regional, ela se tornou inspiração para jovens intérpretes e símbolo da força criativa do Nordeste na dramaturgia nacional.
Despedida
A morte de Titina ocorre menos de um ano após ela lamentar a perda da amiga e atriz Ilva Niño, também vítima de câncer. À época, afirmou estar impressionada com a vitalidade da pernambucana até os últimos dias — discurso que, agora, ecoa em sua própria história.
Detalhes sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgados.
O legado permanece: uma atriz que entrou na cena nacional levando consigo o palco, o sertão e a coragem de mover histórias.


