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Irmã de Deolane Bezerra rompe o silêncio sobre a prisão: “Por que só ela está sendo julgada?”; veja vídeo

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Irmã de Deolane Bezerra rompe o silêncio sobre a prisão: “Por que só ela está sendo julgada?”; veja vídeo

Brasil — A advogada Daniele Bezerra utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira para fazer um forte desabafo sobre a prisão de sua irmã, a influenciadora digital Deolane Bezerra. Em um vídeo que rapidamente ganhou repercussão, Daniele questionou a postura das autoridades e levantou um debate sobre uma possível disparidade no tratamento legal, destacando que outras figuras públicas realizam o mesmo tipo de publicidade sem sofrerem qualquer tipo de sanção.

O cerne da indignação da advogada gira em torno das empresas que Deolane divulgava. Segundo Daniele, as marcas com as quais a influenciadora transacionou não operam às sombras; pelo contrário, são consolidadas no mercado e amplamente promovidas por centenas de criadores de conteúdo na internet.

“Tem sido difícil vê-la ser tão acusada e tão julgada todos os dias. Antes de tudo, é preciso fazer uma pergunta que ninguém até hoje responde: Por que só a Deolane?”, questionou a advogada logo no início da gravação.

Para ilustrar seu argumento de forma prática, Daniele citou nominalmente a Rosa Selvagem, uma conhecida marca do ramo de cosméticos corporais. De acordo com a advogada, a empresa possui ampla atuação no setor e um vasto time de divulgadores.

“Utiliza dezenas de influenciadores em suas campanhas e afirma contar com mais de 90 em sua estratégia de marketing. Mas só a Deolane está sendo julgada por divulgar essa empresa”, disparou. Ela ressaltou ainda que a denúncia do caso afirma que a empresa de Deolane teria “perdido a idoneidade” por essas relações comerciais.

Além de apontar a diferença no tratamento dispensado à irmã em comparação com outros nomes da internet, Daniele criticou a forma como o processo vem sendo absorvido pela opinião pública. Ela alega que a influenciadora está sofrendo uma condenação midiática antes mesmo de poder se defender de forma adequada.

A advogada defende que, se as autoridades investigativas consideram que há operações financeiras ou contratos que exigem esclarecimentos, a apuração deve ocorrer respeitando o devido processo legal, sem focar em um único alvo.

“O que causa perplexidade é ver apenas a Deolane submetida à prisão e à condenação pública, antes mesmo de exercer plenamente seu direito de defesa”, argumentou. “Em um Estado Democrático de Direito, ninguém deveria ser tratado como culpado antes do julgamento”.

Finalizando o pronunciamento, Daniele deixou um recado direto sobre a necessidade de imparcialidade por parte do sistema investigativo e judiciário: “A lei deve valer para todos, ou deixa de ser justiça e passa a se tornar seletividade”.


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