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De tornozeleira, Oruam debocha da Justiça passeando em helicóptero; veja vídeo

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De tornozeleira, Oruam debocha da Justiça passeando em helicóptero; veja vídeo

Brasil – O rapper Oruam (Mauro Davi dos Santos Nepomuceno), filho do líder do Comando Vermelho Marcinho VP, voltou a ser o centro das polêmicas nas redes sociais. Em um vídeo recém-postado besta quinta-feira (8/1) e que rapidamente viralizou, o apologista de facção aparece dentro de um helicóptero sobrevoando a cidade, exibindo com total naturalidade a tornozeleira eletrônica no tornozelo – equipamento obrigatório imposto pela Justiça como medida cautelar desde sua soltura em setembro de 2025.

No registro, Oruam usa um capuz vermelho, item frequentemente associado à estética do Comando Vermelho (CV), o que muitos internautas interpretaram como mais um sinal de provocação. O tom do vídeo é claramente de ostentação: o rapper filma a vista aérea, o interior da aeronave e, sem pudor, faz questão de mostrar o dispositivo de monitoramento eletrônico enquanto curte o “rolê” de luxo.

A cena gerou uma onda imediata de revolta nas redes. Perfis conservadores e usuários comuns classificaram o episódio como “deboche explícito” contra o sistema de justiça brasileiro. Frases como “o crime compensa no Brasil”, “enquanto uns nem podem ir ao médico, outros voam de helicóptero” e comparações diretas com o ex-presidente Jair Bolsonaro (que também usou tornozeleira em contextos políticos com restrições muito mais rígidas) dominaram as discussões.

Oruam responde em liberdade provisória desde o final de setembro de 2025, após cerca de dois meses preso por acusações que incluem tentativa de homicídio qualificado contra policiais, resistência, tráfico de drogas, associação ao tráfico, entre outros crimes. A soltura veio por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas com medidas cautelares rigorosas impostas pela 3ª Vara Criminal do Rio:

– Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, com monitoramento constante pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap);
– Recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h;
– Proibição de frequentar áreas de risco, como o Complexo do Alemão;
– Impedimento de contato com coacusados e de deixar a comarca sem autorização judicial.

Até o momento, não há informações oficiais de que o voo de helicóptero tenha violado alguma restrição específica (como o recolhimento noturno ou áreas proibidas), mas a mera exibição pública do equipamento como “acessório de status” foi suficiente para incendiar o debate sobre impunidade, dois pesos e duas medidas no sistema penal brasileiro.

O caso reforça as críticas recorrentes ao Judiciário: de um lado, figuras ligadas ao crime organizado parecem circular com relativa liberdade e ostentação; do outro, opositores políticos enfrentam restrições draconianas. Enquanto o vídeo de Oruam acumula milhares de visualizações e compartilhamentos, a pergunta que fica no ar é: até quando o símbolo da restrição judicial será transformado em troféu de marketing?

A sociedade assiste, indignada, ao que muitos chamam de “escárnio voando alto”. O Brasil, mais uma vez, se divide entre quem vê deboche e quem vê “apenas mais um rolê”. Mas o fato é inegável: a tornozeleira, que deveria ser lembrete de limites, virou adereço de luxo nas alturas.


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