“Anitta, Cellbit, Marquezine e muitos outros”: usuário do X mostra que famosos que apoiam Lula nem sequer votaram no 1º turno; veja
Brasil – Um usuário identificado como Byanu lançou nesta quarta-feira (21) uma enorme campanha virtual no Brasil. Inicialmente, ele quer fiscalizar os influenciadores petistas que estão fazendo patrulha ideológica nas redes sociais a favor de Lula. De fato, a denúncia aponta que muitas dessas personalidades, como Anitta, Cellbit, Marquezine e outros, nem sequer participaram da votação no 1º turno de 2026. O caso de Cellbit ganhou amplo destaque após uma consulta eleitoral indicar o seu título cancelado desde 2025. O documento foi suspenso por ausência às urnas em três pleitos consecutivos, situação muito semelhante à do youtuber Felca.
O Movimento de Fiscalização nas Redes Sociais
A situação eleitoral de famosos e influenciadores passou a movimentar fortemente as redes às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Consequentemente, publicações compartilhadas no X (antigo Twitter) pelo usuário Byanu apresentam consultas eleitorais documentadas. Na prática, essas declarações levantam sérios questionamentos sobre a participação cívica de personalidades famosas por seus posicionamentos políticos. Entre os nomes mais citados na polêmica estão Anitta, Cellbit e Bruna Marquezine.
Anitta não foi votar
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk https://t.co/LMJwtCEdXX
— Byanu (@Byanu) October 21, 2026
Além disso, as publicações ganharam enorme repercussão em meio às discussões sobre o apoio de artistas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma nova publicação, Byanu anunciou que pretende ampliar a exposição de influenciadores que não compareceram às urnas. O usuário justificou a iniciativa citando a incoerência do caso Cellbit. Segundo a postagem, o influenciador teria incentivado milhares de jovens a votar no PT mesmo sem poder participar da votação de fato.
“Lanç(o) a campanha de vigiar influenciadores que não foram votar”, escreveu o perfil indignado. Em seguida, ele argumentou que os jovens precisam conhecer a verdadeira situação eleitoral das personalidades políticas que acompanham. Dessa forma, a publicação apresenta uma captura de tela de uma consulta eleitoral em nome de Rafael Lange Severino, o Cellbit. O registro oficial informa que o título está cancelado desde 2025. Portanto, a situação impede o eleitor de votar enquanto não regularizar o documento na Justiça Eleitoral.
Cellbit Admite o Erro e a Perda do Prazo
Em outra publicação, Cellbit reconheceu publicamente que deixou passar o prazo limite para regularizar o seu título de eleitor. Paralelamente, ele explicou que quando tentou resolver a situação burocrática, o período legal já havia terminado. “Eu errei em perder o prazo, mas isso não muda o que eu acredito e defendo”, escreveu o influenciador nas redes.

Cellbit afirmou que inicialmente acreditava que Lula venceria o primeiro turno com ampla tranquilidade. No entanto, o resultado eleitoral mais apertado e o atual cenário da política o fizeram mudar de atitude. Ele percebeu a importância de incentivar outras pessoas a votar, mesmo sem poder participar da votação diretamente. O criador de conteúdo também explicou que evitou falar anteriormente sobre o seu problema legal. Apesar disso, ele tinha receio de que a sua situação pessoal fosse utilizada para desestimular eleitores ou atacar as suas pautas. Ele acrescentou que pretende regularizar o título apenas em novembro.

Anitta e Bruna Marquezine no Alvo da Polêmica
Outra imagem compartilhada nas redes mostra uma consulta de situação eleitoral em nome de Larissa de Macedo Machado, a cantora Anitta. A captura de tela informa que o título dela está regular. Contudo, o sistema apresenta um alerta de “não cumprimento de obrigação eleitoral”. Por outro lado, o registro isolado não esclarece qual obrigação específica estaria pendente. A imagem também não comprova definitivamente que a cantora deixou de votar no primeiro turno de 2026. Por isso, essa imagem precisa ser interpretada com muita cautela. Uma pendência eleitoral não significa necessariamente um impedimento de voto.

A atriz Bruna Marquezine também é mencionada no intenso debate em razão de seu posicionamento público de esquerda. Em suma, a fotografia compartilhada mostra a mulher fazendo o gesto associado à letra “L”. Contudo, isso não comprova a situação eleitoral da atriz, nem demonstra que ela deixou de comparecer às urnas. Para confirmar essa grave alegação, seria necessário apresentar um registro verificável.

Famosos e a Cobrança por Coerência Política
A discussão levanta questionamentos severos sobre a atuação de figuras públicas no processo democrático brasileiro. Eles utilizam a sua grande visibilidade midiática para defender candidatos e mobilizar seguidores cegamente. Entretanto, é estritamente necessário distinguir as situações. Estar com o título irregular e não comparecer à votação não são fatos equivalentes.
Também não há, nas imagens apresentadas, comprovação de que os famosos citados tenham recebido dinheiro para apoiar o candidato petista. A afirmação de que seriam pagos para “fazer o L” precisa de evidências independentes concretas. O caso de Cellbit possui elementos documentais sólidos e uma admissão de culpa do influenciador. Já as imagens relacionadas a Anitta e Bruna Marquezine não comprovam o crime isoladamente.
Por fim, a repercussão do caso continua alimentando o pesado debate político nas redes sociais do país. O perfil Byanu promete ampliar a rigorosa fiscalização sobre a participação eleitoral da classe artística nas próximas semanas de campanha.
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