“Eu sou a Emily”: conheça a mulher real que inspirou a assistente de ‘O Diabo Veste Prada’ e brigou com a autora do livro; vídeo

Mundo – Quinze anos após o lançamento do filme que imortalizou o mundo glacial da revista Runway, a realidade prova ser tão dramática quanto a ficção. Em uma entrevista reveladora à coluna The Run-Through, a renomada estilista Leslie Fremar confirmou o que muitos nos bastidores da moda já suspeitavam: ela é a inspiração real por trás de Emily, a assistente sênior interpretada por Emily Blunt.
Contudo, longe do glamour das telas, a descoberta dessa “homenagem” literária deixou um gosto amargo. Para Fremar, o best-seller de Lauren Weisberger não foi apenas uma obra de ficção, mas uma “traição” direta.
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“Um milhão de garotas matariam por esse emprego”
Se você se lembra da frase icônica que resumia a pressão estética e profissional da Vogue americana, saiba que os direitos autorais morais pertencem a Fremar. A estilista revelou que foi ela quem contratou Weisberger e trabalhou ao lado da autora por oito meses.
“Essa foi definitivamente a minha frase porque eu realmente acreditava nisso. Eu sabia que ela [Lauren] não necessariamente queria estar lá”, afirmou Leslie.
A conexão com a obra é tão profunda que, na época do lançamento do livro em 2003, Leslie trabalhava ironicamente para a grife Prada, fechando o ciclo que dá nome ao título.
O Confronto com Anna Wintour
A descoberta do livro veio de forma aterrorizante. Leslie conta que foi convocada ao escritório de Anna Wintour (a inspiração para Miranda Priestly) logo após o vazamento da obra. O diálogo, digno de uma cena de suspense, marcou a estilista:
- Anna Wintour: “Quem é Lauren Weisberger?”
- Leslie Fremar: “Ela era sua assistente júnior.”
- Anna Wintour: “Bem, ela escreveu um livro sobre nós, e você é pior do que eu.”
De acordo com Fremar, a versão original do manuscrito era ainda mais ácida e “maldosa”, tendo sido suavizada antes de chegar às livrarias por orientação editorial.
Cicatrizes Profissionais
Apesar de terem compartilhado a rotina intensa da redação mais famosa do mundo, a relação entre a “Emily real” e a autora foi permanentemente cortada. Leslie admite que nunca mais falou com Lauren desde que ela deixou a revista e que qualquer reencontro hoje seria “extremamente constrangedor”.
Para Fremar, o livro funcionou como uma “exposição” de momentos privados e dinâmicas de trabalho que deveriam ter permanecido nos bastidores. Enquanto o público se diverte com as neuroses da ficção, a estilista carrega o peso de ter sido imortalizada como a assistente implacável que, nas palavras de sua própria chefe, conseguia superar a vilania da própria Miranda Priestly.
A nova sequência de “O Diabo Veste Prada” chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (30/4).








