17 horas de rebelião, mais de 60 mortos e 20 decapitados e a pergunta é: Cadê o Governador José Melo? (Imagens fortes)
A prioridade do governo é retomar a ordem do sistema prisional e recapturar os presos que fugiram.
O Ministério da Justiça e Cidadania informou que o ministro Alexandre de Moraes manteve durante todo o tempo contato com o governador do Amazonas, José Melo de Oliveira durante a rebelião. O governador disse ainda que utilizará os R$ 44,7 milhões de repasse que o Fundo Penitenciário do Amazonas recebeu do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional), na última quinta-feira (29), para colocar a unidade de pé.
BRIGA ENTRE FACÇÕES
A rebelião foi motivada por uma briga entre as facções Família do Norte e PCC, segundo Marluce da Costa Souza, coordenadora da Pastoral Carcerária do Estado. Ela afirma ainda que há problema de superlotação no presídio, mas não soube informar o número atual de presos e a capacidade do local.
Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o presídio contava em outubro do ano passado com um deficit de 131 vagas -a unidade tem capacidade para 454 homens, mas abrigava 585 presos.
A SSP também informou que os líderes das facções que atuam no presídio não fizeram exigências. O massacre é tratado apenas como uma guerra entre os grupos criminosos.
De acordo com as investigações, a rebelião foi comandada pela Família do Norte.
FUGA
Pouco antes da rebelião com mortos no Compaj, 87 presos fugiram do Ipat (Instituto Penal Antônio Trindade), um presídio penal a 5 km dali -o Ipat tem 229 internos, e o governo estadual ainda está fazendo contagem de preso. No início da tarde, entre 40 e 60 já tinham sido recapturados.
Também houve fuga de presos no Compaj, mas o governo não soube informar quantos.
Segundo Sérgio Fontes, secretário de Segurança Pública da capital, esta pode ter sido a maior fuga da história do Amazonas.
A Seap (Secretaria de Estado da Administração Penitenciária) pasta que administra o sistema penitenciário do Amazonas, isolou toda a área onde ficam as duas unidades prisionais. Nas vias que dão acesso à rodovia BR-174, foram montadas barreiras policiais para auxiliar na busca por fugitivos além de impedir que parentes se aproximem dos presídios.
Fotos que abalaram o mundo pela crueldade, veja:




