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Rio ainda registra poucos casos de H1N1

RIO — O número de casos de H1N1 no estado ainda não preocupa as autoridades de saúde. Segundo a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, neste ano foram registrados três casos confirmados por exames laboratoriais de H1N1 no estado, sendo que num deles o paciente morreu. Já no ano de 2015, nenhum caso de H1N1 foi confirmado. O óbito ocorreu na Região Metropolitana, segundo a secretaria de saúde do estado.

A secretaria de Saúde está investigando, ainda, outro caso: um mulher de 57 anos que morreu no dia 13 de fevereiro, em Resende, no Sul do Rio de Janeiro, com suspeita de gripe H1N1. O caso está sendo monitorado pela Secretaria de Saúde, que enviou um material ao Laboratório Central Noel Nutels, no Rio de Janeiro. O laudo que vai confirmar a causa da morte ainda não ficou pronto.

Segundo o subsecretário de saúde, o Subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, as altas temperaturas que vem sendo registradas no estado vem colaborando para o baixo índice de notificações da doença.

— Este tradicional não é o período em que a gripe mais preocupa no estado. No Rio, historicamente, a curva de incidência aumenta a partir de junho, quando as temperaturas no estado são mais baixas. Durante o frio, costumamos ter mais casos. Não podemos dizer que a situação de São Paulo não preocupa, risco sempre existe, mas São Paulo convive com mais frio, a Região Metropolitana do Rio tem temperaturas mais altas — disse Chieppe.

A partir desta sexta-feira, o Ministério da Saúde começa a enviar aos estados a vacina contra influenza. Nas três primeiras remessas (1º a 15 de abril), os estados irão receber 25,6 milhões de doses, o correspondente a 48% do total a ser enviado para a campanha deste ano. Desse volume, o sudeste vai receber 9,9 milhões de doses.

De acordo com o Ministério da Saúde, no ano passado, a Campanha imunizou 84,3% do público-alvo, ultrapassando a meta de vacinar 80% do público, formado por 49,7 milhões de pessoas com maiores riscos de desenvolver complicações causadas pela doença.

Este ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe ano está prevista para ser realizada entre 30 de abril e 20 de maio, segundo informou o Ministério da Saúde. A vacina oferecida é trivalente e tem proteção contra os vírus H1N1, que já causou a morte de 38 pessoas no estado de São Paulo desde janeiro, H3N2 e influenza B. Crianças de 6 meses a 5 anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas devem procurar uma unidade de saúde para se imunizar.

O primeiro dia da campanha, um sábado, será também o Dia D de mobilização nacional, em que os postos ficarão abertos até mais tarde para atender a população.

Inicialmente, os sintomas das infecções provocadas por H1N1, H3N2 ou influenza B são iguais, como os de uma gripe comum — ou seja, é impossível diferenciá-las só com com exame clínico, sem testes específicos. O paciente costuma apresentar febre alta, dores pelo corpo, dor de garganta com secreção e sensação de esgotamento. No entanto, o vírus H1N1 é potencialmente mais perigoso do que os outros. De acordo com especialistas, o que difere o H1N1 da gripe comum não é a intensidade dos sintomas, e sim as complicações decorrentes da gripe, especialmente a pneumonia. Idosos, crianças e grávidas são considerados grupos de risco.

Além da vacina, explica Subsecretário de Vigilância em Saúde, é importante a população se prevenir usando as medidas chamadas de “etiqueta”:

— Ao espirrar e tossir, cobrir a boa e o nariz; lavar as mãos com frequência e evitar ambientes fechados, sem circulação de ar, com aglomerações — ensina — Para as pessoas que já apresentam os sintomas e têm alguma outra doença, como complicações pulmonares, o médico pode receitar um tratamento com antiviral — completa.


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