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“Há dramatização”, diz Eduardo Paes sobre atletas proibidos de ir a favelas

Ao ser questionado sobre o Comitê Olímpico Australiano ter proibido seus atletas de visitarem favelas durante os Jogos, o prefeito Eduardo Paes afirmou nesta terça-feira que há “muito desconhecimento” e “certa dramatização” sobre o Brasil e o Rio. Segundo Paes, o comitê tem sido uma fonte agressões ao Brasil.

— Ainda há muitos desconhecimento do Rio e do Brasil. Há uma certa dramatização. Normal, enfim. O Brasil tem, infelizmente, ao longo de sua história, não demonstrado essa capacidade de entrega. Acho que estamos fazendo esse esforço de mostrar nossa capacidade de entrega. E cá entre nós, o comitê da Austrália tem sido uma fonte agressões ao Brasil – disse o prefeito, que completou, com um sorriso no rosto: — A gente ama Sidney.

Na segunda-feira, o Comitê Olímpico Australiano afirmou, em nota, que tem uma equipe de 450 atletas e que seria impossível permitir que eles visitassem as favelas, pois não poderia dar segurança a um grande número de pessoas indo a diferentes lugares em horários diferentes. “Nossos atletas, certamente, vão se enturmar com os moradores do Rio e se divertir na praia de Copacabana, mas as favelas são áreas onde não podemos controlar. A segurança pessoal dos nossos atletas devem vir em primeiro lugar”, conclui a nota.

No domingo, a chefe da delegação australiana, Kitty Chiller, afirmou ao jornal “Herald Sun” que haverá protocolos de segurança durante a competição:

“As atletas do sexo feminino não devem viajar fora do grupo por conta própria, não podem vestir nada que não possa ser perdido e devem sempre ter dez dólares no bolso em caso de ameaça”, afirmou.

A preocupação com a segurança já havia sido alertada pelo Comitê Olímpico Australiano em abril do ano passado. Na época, a secretária-geral, Fiona de Jong, disse que os australianos “terão que ser cuidadosos na escolha dos lugares onde vão, especialmente à noite e depois das competições”.


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