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Chuva forte no Rio provoca desabamentos e deixa ao menos dois mortos

A forte tempestade que atingiu a cidade do Rio neste sábado provocou um desabamento com rolamento de pedra na comunidade Chácara do Céu, no Leblon, matando duas pessoas. De acordo com o Corpo de Bombeiros, equipes de salvamento dos quartéis da Barra e da Gávea estão no local para encontrar outras possíveis vítimas.

No Centro do Rio, uma mulher sofreu um choque elétrico durante um alagamento na Rua do Passeio e foi levada para o Hospital Souza Aguiar. Em Rocha Miranda, na Zona Norte, ao menos uma pessoa foi levada por uma correnteza e está desaparecida. Bombeiros dos quartéis de Irajá e do Campinho fazem buscas no local.

No Morro do Turano, uma casa desabou, mas não deixou vítimas.

CHUVA RECORDE E ESTÁGIO DE CRISE

O Rio entrou em estágio de crise pela primeira vez às 20h deste sábado por causa das fortes chuvas. A Praça da Bandeira, onde foi construído um piscinão para evitar alagamentos, encheu pela primeira vez desde 2013. A Avenida Radial Oeste, as ruas do Matoso e Barão de Iguatemi foram as mais atingidas. A prefeitura informou que o piscinão construído na praça só vai funcionar quando todas as obras de drenagem estiverem prontas. A principal área de precipitação foi o Maciço da Tijuca, que divide as Zonas Sul, Norte e Oeste.

De acordo com o Alerta Rio, entre as 19h e 21h, choveu o equivalente a 40% do previsto para o mês de março. As regiões da Tijuca/Muda, Rocinha e Vidigal foram as que receberam o maior volume de água em uma hora. Na Tijuca, foram 121,6 milímetros, já na Rocinha 110,4 e no Vidigal 98,4. Estes índices já superam as chuvas registradas, no período de uma hora, na série histórica do Alerta Rio. Em 2000, o volume foi de 116,2 em Campo Grande e, em 2006, 103,4 no Sumaré.

Até às 20h deste sábado, as sirenas localizadas em 38 comunidades foram acionadas nas regiões da Tijuca, Zona Sul e Centro. A orientação é que os moradores desses locais se dirijam aos pontos indiciados pela Defesa Civil.


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