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Wilson Lima deixa alunos passando fome e crianças são mandadas para casa por falta de merenda em Boca do Acre; veja vídeos

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Wilson Lima deixa alunos passando fome e crianças são mandadas para casa por falta de merenda em Boca do Acre; veja vídeos

Amazonas – Estudantes da rede pública estadual em Boca do Acre foram liberados mais cedo das aulas nesta segunda-feira (24) por falta de almoço nas escolas. A situação revoltou pais, professores e moradores do município, que acusam o Governo do Estado do Amazonas de não realizar os repasses para a empresa responsável pela merenda escolar.

Em um vídeo gravado dentro da unidade de ensino, uma professora do CETI Elias Mendes aparece comunicando que os alunos precisariam ser dispensados por volta das 11h30 porque não havia alimentação disponível para o horário do almoço.

Segundo ela, a justificativa repassada à escola é que a empresa responsável pelo fornecimento da merenda não estaria recebendo pagamento do Estado.

“A justificativa que temos é que a empresa não está recebendo repasse do governo. Por isso os alunos estão sendo liberados”, afirmou a professora na gravação.

De acordo com a docente, o problema não ocorre apenas em uma escola do município. Outras unidades também estariam sem almoço para os estudantes, o que tem gerado indignação entre educadores e responsáveis.

Veja o vídeo:

Para tentar amenizar a situação, algumas escolas estariam improvisando o café da manhã utilizando parte da merenda destinada ao turno da tarde. Ainda assim, o alimento não é suficiente para manter os alunos durante todo o período escolar.

A situação é ainda mais grave para estudantes que vivem em comunidades distantes. Muitos deles moram em áreas rurais, ribeirinhas ou ao longo da BR e passam horas no transporte escolar até chegar em casa.

“É um crime com os alunos. Muitos vêm de comunidades muito distantes e passam horas para voltar para casa”, relatou a professora.

Pais e responsáveis também denunciaram que a empresa BMS, apontada como fornecedora da merenda, teria suspendido o serviço justamente por não receber pagamento do governo estadual.

Diante da situação, um grupo de pais decidiu procurar o Ministério Público do Estado do Amazonas para denunciar o caso. Em outro vídeo gravado em frente ao órgão, moradores afirmam que os problemas na educação estadual em Boca do Acre não são novos e se repetem há anos.

Segundo os responsáveis, além da falta de merenda, as escolas do município também enfrentam escassez de professores e problemas no transporte escolar, com ônibus quebrados, superlotação e falta de veículos para atender comunidades rurais.

Indignados, pais e educadores cobram providências imediatas do Governo do Amazonas para garantir o básico dentro das escolas: comida para os alunos e condições dignas de estudo. Enquanto isso não acontece, estudantes seguem sendo mandados para casa no meio do dia por falta de algo que deveria ser garantido pelo poder público.

Condições precárias 

Além da falta de merenda, pais e moradores afirmam que os problemas na educação estadual em Boca do Acre vão muito além da alimentação. Denúncias apontam também precariedade no transporte escolar, falta de professores em algumas disciplinas e dificuldades para estudantes que moram em comunidades rurais chegarem até as escolas.

Vídeos gravados por alunos mostram ônibus escolares superlotados, com estudantes viajando em pé e próximos à porta do veículo. Em outro registro que circula entre moradores, um dos ônibus aparece com uma grande abertura no assoalho, deixando parte do motor exposta. Mesmo com as condições precárias, segundo os relatos, o veículo continua sendo utilizado para transportar estudantes.

Pais também relatam que, em alguns casos, os ônibus quebram durante o trajeto ou não conseguem atender todas as rotas, principalmente nas zonas rurais e comunidades ribeirinhas. Com isso, há alunos que chegam atrasados às aulas ou até deixam de ir à escola por falta de transporte.

Para os moradores, a soma dos problemas reforça a sensação de abandono enfrentada pelos estudantes da rede estadual no interior do Amazonas.

A pergunta que fica em Boca do Acre é simples: o governador Wilson Lima vai resolver o problema ou continuar ignorando a situação?


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