“Tratada como bicho”: família denuncia descaso e humilhação com gestantes em maternidades do Amazonas
Manaus – Um vídeo que circula nas redes sociais denuncia a precariedade no atendimento em maternidades da rede pública do Amazonas e expõe a angústia de familiares diante da falta de assistência adequada a gestantes em trabalho de parto.
Nas imagens, uma mulher relata que a prima está há cinco dias sentindo fortes dores, com apenas dois centímetros de dilatação, e sem receber um encaminhamento médico definitivo. Segundo o depoimento, a gestante passou por ao menos três unidades de saúde — a Maternidade Balbina Mestrinho, a Maternidade Alvorada e a Maternidade do Galileia — e, em todas, o atendimento teria sido considerado “péssimo”.
A denunciante afirma que as maternidades estavam lotadas, com diversas mães aguardando atendimento, enquanto profissionais informavam a ausência de leitos e de enfermeiros disponíveis. Ainda de acordo com o relato, houve episódios de tratamento desrespeitoso por parte de médicos, que teriam agido com grosseria e falta de empatia diante do sofrimento da paciente.
“Ela está sofrendo desde o dia 30 e ninguém dá um veredito. Apenas mandam respirar, ter calma e dizem que vai dilatar”, afirma a familiar, que pede ajuda e providências das autoridades.
O caso levanta questionamentos sobre a estrutura da rede pública de saúde, especialmente no atendimento obstétrico, e reforça cobranças ao Governo do Amazonas e à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) por melhorias urgentes nas maternidades do estado.
Veja vídeo:


