Rio Amazonas: níveis crescem em comparação a anos secos, mas longe de cheias
Amazonas – O início de 2026 aponta para um cenário de estabilidade na calha do Rio Amazonas, com medições dentro da faixa considerada normal para o período chuvoso. Dados divulgados por municípios ao longo do rio mostram que o avanço das águas está acontecendo de forma gradual, sem risco imediato de cheia.
Em Óbidos (PA), um dos principais pontos de medição na região amazônica, a Defesa Civil registrou nesta quarta-feira, 15 de janeiro, nível de 3,96 metros. O valor está bem abaixo do alerta para inundação, definido em 7,20 metros, e reforça que, mesmo durante o inverno amazônico, o grande rio ainda segue longe do ponto de transbordamento.
A leitura atual mostra uma recuperação quando comparada a anos recentes marcados pela estiagem. Na mesma data:
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2025: 3,00 metros (0,96 m abaixo de 2026)
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2023: 2,96 metros (1,00 m abaixo de 2026)
Esses números indicam leve avanço do volume hídrico após dois ciclos com níveis mais baixos, reflexo de secas severas na Amazônia.
Por outro lado, a marca de 2026 está bem distante dos picos históricos registrados em grandes cheias:
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2022: 5,58 metros (1,62 m acima do nível atual)
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2009: 4,48 metros (0,52 m acima de agora)
Inverno amazônico e monitoramento contínuo
O crescimento moderado acompanha o início do período de fortes chuvas que caracteriza o inverno amazônico, entre dezembro e maio. Especialistas afirmam que o mês de janeiro costuma marcar apenas a primeira fase da subida, com aceleração mais evidente entre março e abril.
Olho técnico no comportamento das águas
A Compdec de Óbidos e órgãos estaduais de monitoramento hidrológico reforçam que o acompanhamento diário será mantido, com divulgação de novos boletins à medida que o rio responda à intensificação das chuvas.
Para as comunidades ribeirinhas, o momento ainda é de normalidade, mas o alerta segue em atenção preventiva, já que o comportamento do Rio Amazonas pode mudar rapidamente nas próximas semanas.
A tendência, segundo técnicos, é de subida progressiva, porém sem indicação inicial de cheia extrema — cenário que será reavaliado conforme a estação avança.


