Brasília Amapá Roraima Pará |
Manaus
Web Stories STORIES
Brasília Amapá Roraima Pará

Revelações envolvendo Ronaldinho no caso do Banco Master expõem irresponsabilidade da Amazonprev em investimento milionário

Compartilhe
Revelações envolvendo Ronaldinho no caso do Banco Master expõem irresponsabilidade da Amazonprev em investimento milionário

Amazonas – Novos desdobramentos no caso Banco Master colocam o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho no centro de um esquema financeiro de grandes proporções, com reflexos diretos sobre recursos públicos. Informações reveladas nesta quarta-feira (4) mostram que imóveis do ex-atleta em Porto Alegre foram usados recentemente para estruturar ativos que somam R$ 330 milhões, operação que atraiu investidores institucionais, entre eles o Amazonprev, fundo previdenciário dos servidores do Amazonas.

Segundo investigações do Ministério Público Federal e reportagens de O Globo, o banco utilizou dois terrenos ligados a Ronaldinho como lastro para a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), sob a promessa de futuros empreendimentos imobiliários. A defesa do ex-jogador afirma que ele jamais autorizou a utilização dos imóveis como garantia e que negociações com incorporadoras foram encerradas anos atrás, em razão de dívidas de IPTU e entraves ambientais. “O craque nunca viu a cor desse dinheiro”, sustentam os advogados, enquanto o banco acumula um rombo estimado em R$ 50 bilhões.

Paralelamente, o caso acendeu um alerta no Amazonas. O Amazonprev tornou-se alvo de apurações do Ministério Público do Estado (MP-AM) e do Tribunal de Contas (TCE-AM) por investimentos realizados no Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, antes da liquidação da instituição. A preocupação central é o risco imposto às reservas previdenciárias dos servidores públicos.

Documentos indicam que o fundo aplicou ao menos R$ 50 milhões em Letras Financeiras (LFs) do banco. Diferentemente da poupança e de outros produtos bancários, esses papéis não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que coloca o Amazonprev entre os últimos credores na ordem de ressarcimento da massa falida.

Além disso, cerca de R$ 250 milhões em investimentos indiretos, feitos por meio de fundos de terceiros, estão sob auditoria. O TCE-AM aponta que parte dessas decisões ocorreu sem a devida aprovação do Conselho de Administração, evidenciando falhas relevantes de governança e de controle interno.

As consequências ainda estão em aberto. Ronaldinho pode enfrentar novos bloqueios de bens e prestar esclarecimentos à Polícia Federal. Já para os amazonenses, o impacto pode recair sobre os cofres públicos: caso o Amazonprev não recupere os valores aplicados, o entendimento do Governo Federal é de que o Tesouro Estadual terá de cobrir o déficit para assegurar o pagamento regular das aposentadorias, transferindo o prejuízo para o contribuinte.


Siga-nos no Google News Portal CM7

Banner Rodrigo Colchões

Banner 1 - Portal CM7


Carregar mais