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Projeto de lei de Thiago Abrahim propõe atendimento prioritário no AM para casos suspeitos de “varíola dos macacos”

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Projeto de lei de Thiago Abrahim propõe atendimento prioritário no AM para casos suspeitos de “varíola dos macacos”

Amazonas – Tramita na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o projeto de lei nº 123/2026, que pretende garantir atendimento prioritário a pacientes com suspeita de Mpox, conhecida como varíola dos macacos, em unidades de saúde públicas e privadas de todo o estado.

A proposta, de autoria do deputado estadual Thiago Abrahim (MDB), estabelece que pessoas com sinais compatíveis com a doença sejam atendidas de forma imediata, sem necessidade de enfrentar filas convencionais. Segundo o parlamentar, a medida é essencial para conter a disseminação do vírus e garantir assistência adequada à população.

“A priorização no atendimento visa conter a transmissão, proteger populações vulneráveis e evitar o agravamento clínico dos casos”, destaca o deputado.

De acordo com o texto, a prioridade deverá ser aplicada em toda a rede de saúde, incluindo hospitais, clínicas, prontos-socorros, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs), inclusive aquelas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta também autoriza as unidades de saúde a adotarem medidas como triagem rápida e isolamento temporário de pacientes suspeitos. O objetivo é garantir atendimento imediato, diagnóstico laboratorial rápido e, quando necessário, o encaminhamento ágil para unidades de referência.

“Outro ponto importante é a capacitação dos profissionais de saúde. O projeto prevê treinamento voltado à identificação precoce dos sintomas da doença, além da adoção de protocolos de biossegurança e atendimento humanizado”, diz Thiago Abrahim.

Atualmente, o Brasil já ultrapassa a marca de 60 casos confirmados de Mpox, segundo dados do Ministério da Saúde e de secretarias estaduais. Ao todo, são 62 confirmações distribuídas em diferentes unidades da federação, sem registro de mortes até o momento.

No Amazonas, o cenário também acende o alerta. No último ano, foram notificados 55 casos suspeitos da doença, dos quais 30 foram confirmados, 23 descartados e dois ainda seguem em investigação. Todos os casos confirmados são de moradores da capital.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, Dra. Rosemary Costa Pinto, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde, orienta que pessoas com sintomas como febre, lesões na pele ou cansaço intenso procurem atendimento médico imediato na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e sigam as recomendações de isolamento, como forma de evitar a propagação do vírus.

Diante do aumento de casos e do surgimento de variantes mais transmissíveis, o atendimento prioritário se torna ainda mais necessário. “Ao ser prontamente avaliado, o paciente pode receber orientação médica adequada e iniciar imediatamente as medidas de isolamento recomendadas”, conclui o deputado.


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