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Profissionais da saúde protestam contra Roberto Cidade por atrasos no FTI para hospitais do interior do AM; veja vídeo

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Profissionais da saúde protestam contra Roberto Cidade por atrasos no FTI para hospitais do interior do AM; veja vídeo

Amazonas – Uma mobilização conjunta de profissionais da saúde e gestores municipais cobrou nesta quinta-feira (1º) do Governo do Estado o repasse da segunda parcela do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) e do Termo de Compromisso de Gestão (TCG). O atraso, que já ultrapassa os quatro meses, gerou revolta e motivou protestos direcionados à administração estadual e a figuras políticas, como Roberto Cidade, devido à ameaça de colapso nas unidades hospitalares do interior.

As manifestações ganharam força em vários municípios, incluindo Humaitá, Itapiranga e Lábrea. Com cartazes a alertar que “Saúde não pode esperar” e “Sem repasse regular, quem sofre é a população”, médicos, enfermeiros, farmacêuticos e autoridades locais uniram-se em frente aos hospitais para expor a gravidade da crise.

De acordo com as equipas médicas, a retenção das verbas já compromete severamente o abastecimento de medicamentos básicos e de uso contínuo, além de atrasar o pagamento dos salários dos profissionais que atuam na linha da frente.

Em Humaitá, no sul do Amazonas, a secretária municipal de saúde, Sara Riça, revelou que o impacto financeiro para o município já ronda os cinco milhões de reais. “A nossa população está a ficar sem medicamentos. Vamos ter que suspender cirurgias eletivas e várias ações e serviços de saúde porque estamos a ficar sem recursos financeiros”, declarou durante o ato público, exigindo que o Governo do Estado devolva a verba que, por lei, é uma obrigatoriedade estadual.

A dificuldade de garantir a assistência repete-se noutras localidades. Na unidade hospitalar de Itapiranga, a farmacêutica Missoni Barbosa destacou que fazer saúde no interior já é, por si só, um grande desafio, tornando-se insustentável sem o repasse dos fundos. “Não estamos a cobrar nenhum privilégio. Estamos a cobrar respeito para que possamos pagar os nossos profissionais no tempo certo e manter o stock de medicamentos em dia para os nossos pacientes”, frisou.

 


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