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Operação Ágata 2026 é concluída com mais de 60 dragas de garimpo ilegal neutralizadas na Amazônia

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Operação Ágata 2026 é concluída com mais de 60 dragas de garimpo ilegal neutralizadas na Amazônia

Brasil – A Operação Ágata Amazônia 2026, coordenada pelo Ministério da Defesa, resultou na neutralização de 62 dragas usadas no garimpo ilegal e na apreensão de mais de 15 toneladas de drogas durante ações realizadas na região de fronteira do Amazonas. O balanço da operação foi apresentado nesta quinta-feira (14), em Manaus, pelo Comando Conjunto Harpia.

As operações ocorreram entre os dias 6 de abril e 13 de maio, com foco principalmente na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Segundo os militares, as ações tiveram como objetivo combater o garimpo ilegal, o tráfico de drogas e outros crimes transfronteiriços na Amazônia.

De acordo com o comando da operação, 50 das 62 dragas foram inutilizadas em uma única ação realizada no Alto Solimões, no início de maio. Ainda conforme os militares, a operação ocorreu sem confronto e sem registro de feridos. Antes mesmo da neutralização das embarcações, a presença das forças de segurança já havia provocado a paralisação de 117 balsas que atuavam ilegalmente na região.

No combate ao tráfico de drogas, a maior apreensão aconteceu durante uma operação integrada entre Brasil e Peru. Na ocasião, cerca de 14 toneladas de maconha do tipo skunk foram encontradas às margens do Rio Javari, em território peruano.

Em outra ação, realizada no dia 5 de maio, militares brasileiros e peruanos apreenderam mais 985 quilos de maconha durante patrulhamento no Rio Javari. Ao todo, a operação também resultou na apreensão de 23 armas de fogo e mais de 3 mil munições.

Mais de 2,1 mil militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira participaram da operação, com apoio de 116 embarcações, 58 viaturas e 12 aeronaves. Cerca de 100 agentes de órgãos parceiros também atuaram nas ações, entre eles Polícia Federal, Ibama, ICMBio, Funai e Receita Federal, além de forças de segurança do Peru e da Colômbia.

Durante a apresentação do balanço, o major-brigadeiro do ar Marlio Estebanez destacou os desafios logísticos enfrentados pelas equipes durante a operação e atribuiu os resultados ao planejamento integrado entre as forças militares e os órgãos de fiscalização.

Além das ações repressivas, a operação também realizou atendimentos humanitários em 29 comunidades indígenas e ribeirinhas do Amazonas. Segundo o Ministério da Defesa, foram realizados mais de 16 mil procedimentos de saúde, com distribuição de 80 mil medicamentos e 862 kits odontológicos.

O general de brigada Glauco Corbari afirmou que a operação buscou deixar um legado social para as comunidades atendidas, especialmente em áreas isoladas da Amazônia.

Entre as ações humanitárias, militares realizaram o reparo do gerador de energia da comunidade indígena de Acariquara, restabelecendo o fornecimento de energia elétrica para 189 moradores, incluindo crianças que estavam sem aulas devido à falta de energia.


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