O Amazonas continua em chamas! Queimadas e estiagem afetam mais de 15 mil indígenas em 124 aldeias; veja vídeo
Amazonas – Mais de 15,4 mil indígenas de 124 aldeias do Amazonas e do Pará enfrentam os impactos das queimadas e da estiagem. Segundo informações atribuídas ao Distrito Sanitário Especial Indígena de Parintins (DSEI PIN), a fumaça e os incêndios próximos às comunidades aumentaram a preocupação com a saúde da população. Diante do cenário, o distrito intensificou o monitoramento dos riscos provocados pelas queimadas em aldeias indígenas e pelas altas temperaturas.
Queimadas em aldeias indígenas preocupam autoridades de saúde
De acordo com os dados atribuídos ao Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), foram identificados 709 focos de incêndio em terras indígenas dos dois estados. Desse total, 208 ocorreram em setembro e 501 em outubro. Além disso, a estiagem dificulta o acesso a comunidades que dependem dos rios para transporte e abastecimento. A combinação desses fatores amplia os desafios enfrentados pelas famílias indígenas.
Fumaça aumenta riscos de problemas respiratórios
A exposição prolongada à fumaça preocupa as equipes de saúde, principalmente pelos riscos de agravamento de doenças respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde preexistentes estão entre os grupos mais vulneráveis. Embora as chuvas recentes e o trabalho das brigadas tenham contribuído para controlar alguns focos, os incêndios ainda representam uma ameaça. Por isso, as autoridades reforçam a importância da prevenção e do acompanhamento das comunidades atingidas.
DSEI Parintins reforça monitoramento e ações preventivas
O DSEI Parintins emitiu um alerta de risco epidemiológico e ampliou as ações de vigilância em saúde. Além disso, equipes realizaram visitas e articularam medidas com prefeituras, Corpo de Bombeiros e assistência social. Entre os municípios acompanhados estão Barreirinha e Nhamundá. O objetivo é identificar riscos, orientar moradores e organizar respostas às necessidades das aldeias afetadas.
Estiagem também dificulta acesso às comunidades
O distrito atende populações indígenas de Parintins, Maués, Barreirinha e Nhamundá, no Amazonas, além de localidades do Pará, como a região de Kuruatuba, em Aveiro. Nessas áreas, a redução do nível dos rios dificulta deslocamentos e o acesso aos serviços de saúde. Em setembro, reportagens já apontavam problemas de transporte em aldeias atendidas pelo DSEI Parintins. Além disso, os incêndios ameaçam atividades tradicionais e áreas de vegetação utilizadas pelas comunidades.
Queimadas em aldeias indígenas exigem atenção contínua
Mesmo com as ações de combate ao fogo, a situação exige monitoramento constante. As queimadas em aldeias indígenas e a estiagem continuam preocupando moradores e profissionais de saúde. Portanto, a prioridade é proteger as comunidades, garantir atendimento e evitar novos incêndios. Acompanhe outras notícias sobre o meio ambiente no Portal e TV CM7 Brasil. Para consultar dados gerais sobre focos de calor, acesse o Programa Queimadas do Inpe.




