Estudantes ficam sem merenda em municípios do Amazonas e famílias cobram Roberto Cidade
Amazonas – A falta de merenda escolar tem provocado indignação entre estudantes e preocupação entre familiares em municípios do interior do Amazonas.
Em Parintins, alunos de uma escola estadual realizaram uma manifestação para cobrar melhorias na alimentação oferecida pela unidade. A situação também afeta escolas de Boa Vista do Ramos, enquanto, em Benjamin Constant, o Ministério Público apura possíveis falhas no fornecimento de alimentos e água potável.
Alunos protestam em escola de Parintins
Em Parintins, estudantes do Centro de Educação em Tempo Integral (CETI) Deputado Gláucio Gonçalves protestaram na segunda-feira (26) contra os problemas na oferta de merenda escolar.
De acordo com informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), os alunos ficaram sem o café da manhã e receberam um almoço improvisado. A situação teria ocorrido após trabalhadores terceirizados responsáveis pelo preparo das refeições interromperem as atividades por falta de pagamento dos salários.
Com o problema, as aulas foram encerradas mais cedo naquele dia, afetando a rotina dos estudantes que permanecem na escola em tempo integral.
O sindicato manifestou apoio aos alunos e aos trabalhadores e cobrou providências da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) para regularizar os pagamentos e garantir o funcionamento adequado da unidade.

Situação também afeta estudantes de Boa Vista do Ramos
Em Boa Vista do Ramos, os problemas relacionados à alimentação escolar também teriam provocado mudanças no funcionamento de uma unidade de ensino.
A Escola Estadual de Tempo Integral Professor Raimundo Benedito Costa, que atende 225 estudantes durante o dia e oferece Educação de Jovens e Adultos (EJA) à noite, passou a funcionar em meio período, segundo relatos de pais de alunos.
Ainda conforme as informações divulgadas, a empresa responsável pelo fornecimento da merenda teria alegado falta de repasses financeiros do governo estadual.
A situação preocupa as famílias, principalmente porque a alimentação escolar é parte importante da rotina dos estudantes que passam boa parte do dia nas instituições de ensino.
Ministério Público investiga possível falta de merenda em Benjamin Constant
Em Benjamin Constant, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento administrativo para apurar possíveis irregularidades no fornecimento de merenda e água potável no Centro de Educação de Tempo Integral Aristélio Sabino.
A investigação teve início após uma solicitação do Sinteam, apresentada em fevereiro de 2026. Segundo os relatos recebidos pelo órgão, alguns estudantes estariam levando alimentos de casa para compartilhar com colegas, diante da quantidade insuficiente de comida oferecida na escola.
O Ministério Público solicitou esclarecimentos à Seduc-AM, à Coordenadoria Regional de Educação e à direção da unidade. A apuração inclui a verificação da quantidade de refeições servidas, dos cardápios, das condições de armazenamento dos alimentos e dos contratos de fornecimento.
Também está prevista uma inspeção nas dependências da escola, incluindo cozinha, despensa e refeitório, para avaliar as condições de conservação dos alimentos e a oferta de água potável.





