“Mataram a minha filha aqui dentro”: aos prantos, mãe acusa Hospital e Pronto-Socorro da Criança de negligência
Manaus – A morte da bebê Alice Victória, de apenas 2 meses e 2 dias, no Hospital e Pronto-Socorro da zona Oeste de Manaus, escancarou as condições precárias do atendimento na unidade de saúde do Governo do Amazonas. Lizandra Santos, mãe da criança, denuncia negligência médica e falta de assistência adequada, responsabilizando diretamente o hospital pela morte da filha.
Segundo Lizandra, Alice deu entrada na unidade no final de novembro com vômitos e diarreia, sintomas que já exigiam atenção urgente. No entanto, o atendimento foi insuficiente: a bebê foi acometida a uma hidratação profunda e as condições se agravaram.
A mãe relata que no hospital havia apenas uma técnica e que os pedidos para chamar a enfermeira e médica responsável não foram atendidos. Com a piora da criança, Lizandra teve que fazer um escândalo para tentar salvar a filha, mas sem sucesso.
A transferência de Alice para outro hospital ocorreu apenas quando o quadro já era crítico demais. Pouco tempo depois de dar entrada na nova unidade, a bebê faleceu. A certidão de óbito aponta edema cerebral e parada cardíaca como causas da morte.
Lizandra é clama por justiça: “Eles mataram minha filha aqui dentro, esse hospital não funciona de noite… tinha câmeras que mostram a gente correndo, pedindo por socorro nos corredores.” Essa declaração evidencia a falha estrutural e humana na rede pública estadual, que deixa pacientes vulneráveis à negligência e à falta de recursos que são fundamentais.
O caso agrava a preocupante situação da saúde pública no Amazonas na gestão do governador Wilsom Lima. A escassez de profissionais, a má gestão e a falta de estrutura adequada em hospitais estaduais resultam em consequências trágicas para a população, especialmente para os mais frágeis, como crianças.
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