Um abraço que vem do fundo da alma: David Almeida e Délcio Santos compartilham a dor de perder um filho
Mundo – Na noite da última sexta-feira (7/2), durante um culto na Igreja Adventista de Adrianópolis, o protocolo oficial e as formalidades deram lugar à mais pura humanidade. Uma cena chamou a atenção dos presentes e silenciou o ambiente: o encontro entre o prefeito de Manaus, David Almeida, e o desembargador Delcio Luís da Costa.
Ao se avistarem, não houve necessidade de discursos ou cumprimentos formais. Os dois se uniram em um abraço longo e apertado, visivelmente emocionados. Ali, não se abraçavam apenas o chefe do Executivo e um magistrado, mas dois pais que carregam uma dor comum e recente: a de terem sepultado seus filhos de forma absolutamente inesperada.
A comoção que tomou conta do encontro justifica-se pela adversidade dos fatos que atingiram as duas famílias em um curto espaço de tempo:
A dor do Desembargador: Delcio Luís da Costa ainda vive o luto pela perda de seu filho, o advogado Leonardo Saunders Fernandes Santos. O jovem de 28 anos, muito querido nas rodas sociais da cidade, faleceu num sábado, 23 de agosto do ano passado. Leonardo foi vítima de uma parada cardíaca fulminante durante um evento no Centro de Convenções Vasco Vasques, uma notícia que abalou profundamente a sociedade manauara.
A dor do Prefeito: David Almeida enfrenta a perda recente do pequeno **David Benedito**. O bebê, com apenas 20 dias de vida, faleceu no dia 23 de janeiro deste ano. Após ser internado no Hospital Adventista de Manaus, a criança não resistiu a complicações decorrentes de um problema intestinal.
Durante a cerimônia, que contou com o prestígio de várias autoridades, as diferentes formas de manifestar o luto ficaram evidentes. O desembargador Delcio não conteve a emoção, chegando a chorar em diversos momentos do culto, expondo a ferida ainda aberta pela ausência do filho.
Já o prefeito David Almeida buscou amparo na fé para suportar o momento. Em seu discurso, procurou resignar-se, ressaltando os desígnios de Deus e expressando gratidão pelo breve período que pôde conviver com o recém-nascido.





