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Som alto em festas na Ponta Negra divide opiniões e revolta moradores: “Até onde vai o direito de um e começa o do outro?; veja vídeo

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Som alto em festas na Ponta Negra divide opiniões e revolta moradores: “Até onde vai o direito de um e começa o do outro?; veja vídeo

 

Manaus – A movimentação intensa na Ponta Negra, um dos principais cartões-postais de Manaus, tem sido motivo de reclamação entre moradores da região. O motivo não é o aumento no fluxo de pessoas, mas o volume cada vez mais elevado do som durante festas, eventos e confraternizações que se estendem pela madrugada.

Nos últimos meses, moradores afirmam que caixas de som potentes, veículos com equipamentos de alta potência e eventos particulares têm transformado noites de descanso em horas de incômodo. Em alguns casos, o barulho atravessa a madrugada, dificultando o sono de idosos, crianças, trabalhadores e pessoas com problemas de saúde.

Embora a área seja conhecida pela intensa vida noturna e pelo turismo, parte da população questiona se a diversão de alguns tem ultrapassado os limites do respeito coletivo.

“O problema não é ter festa. O problema é quando o som entra dentro da casa de quem não escolheu participar dela”, relatou um morador da região, que prefere não se identificar.

A situação também reacende um debate recorrente: até onde vai o direito ao lazer e onde começa o direito ao sossego? Especialistas em convivência urbana lembram que nenhum direito é absoluto. O uso de espaços públicos deve respeitar tanto quem deseja aproveitar momentos de lazer quanto aqueles que precisam descansar.

A chamada Lei do Silêncio e normas municipais existem justamente para equilibrar esses interesses, estabelecendo limites para emissão de ruídos, especialmente durante o período noturno. Quando esses limites são desrespeitados, moradores podem registrar denúncias aos órgãos competentes, que são responsáveis pela fiscalização.

Além do impacto na qualidade de vida, a exposição prolongada a níveis elevados de ruído pode provocar estresse, ansiedade, dificuldade para dormir e outros problemas de saúde, segundo especialistas.

Enquanto alguns defendem que a Ponta Negra sempre foi um espaço de lazer e convivência, outros argumentam que isso não justifica transformar bairros residenciais em locais de som permanente.

O debate continua dividindo opiniões, mas uma pergunta permanece entre os moradores: é possível conciliar diversão e respeito ao próximo sem que um direito anule o outro?


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