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Sindicato dos rodoviários culpa falta de repasses de Roberto Cidade e anunciam greve geral; saiba mais

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Sindicato dos rodoviários culpa falta de repasses de Roberto Cidade e anunciam greve geral; saiba mais

Manaus – Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano de Manaus e no Amazonas (STTRM) a categoria classifica como esgotamento das tentativas de solução para o problema dos salários atrasados.

“A categoria já cansou de esperar. Temos um processo na 13ª Vara que poderia resolver todo esse problema, a questão de garantir o pagamento em dia dos trabalhadores — que isso é lei”, afirmou Oliveira.

Segundo o dirigente sindical, os salários vêm sendo pagos com atraso de forma recorrente. “Os salários, a cesta básica, toda quinzena atrasa, toda quinzena reiteradamente é atrasado”, afirmou.

De acordo com Givancir Oliveira, o atraso nos salários dos rodoviários está diretamente ligado à falta de repasse de recursos do Governo do Estado do Amazonas às empresas operadoras do transporte coletivo — recursos referentes ao subsídio do passe estudantil.

“O Estado não passa o recurso para as empresas, e nós não temos nada a ver com isso. O Estado garantiu o passe dos estudantes, mas ele mesmo não paga, dá calote”, declarou o presidente do sindicato, estimando a dívida do Estado com as empresas em cerca de R$ 60 milhões a R$ 70 milhões.

Processo na Justiça do Trabalho

A categoria já havia acionado a Justiça por meio da Ação Civil Pública nº 0000950-65.2025.5.11.0013, em trâmite na 13ª Vara do Trabalho de Manaus, que tem como réus nove empresas do setor — entre elas Viação São Pedro, Auto Ônibus Líder, Expresso Coroado, Global GNZ Transportes (em recuperação judicial) e Via Verde Transportes Coletivos — além do Município de Manaus e do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

Em despacho assinado em 29 de junho de 2026, o juiz do Trabalho substituto Diego Enrique Linares Troncoso registrou que o sindicato havia noticiado o não pagamento do adiantamento salarial de 40% referente a junho e pedido tutela de urgência para bloqueio de valores e aplicação de multa diária.

O magistrado também mencionou manifestação do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informando a existência de um acordo extrajudicial e compromisso do Município de Manaus para realizar o pagamento naquela mesma data, o que levaria à suspensão da paralisação então anunciada pela categoria.

Na decisão, o juiz determinou que o sindicato informasse, em 24 horas, se o pagamento havia sido efetivamente realizado e, em caso negativo, quais empresas permaneciam inadimplentes — adiando para depois desse prazo a análise do pedido de tutela de urgência.

Passados mais de dois dias daquele despacho, sem que a categoria reconhecesse solução definitiva para o atraso salarial, a assembleia desta quarta-feira decidiu pela greve.

Com a greve aprovada para o dia 7 de julho, a expectativa é de impacto no transporte coletivo da capital amazonense caso não haja, até lá, o pagamento integral dos salários em atraso e uma solução para o repasse dos recursos do passe estudantil pelo Governo do Estado às empresas operadoras.


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