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Revoltante: pai carrega o corpo da filhinha de 1 ano após ela morrer vítima de negligência no Hospital da Criança na Compensa; veja vídeo

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Revoltante: pai carrega o corpo da filhinha de 1 ano após ela morrer vítima de negligência no Hospital da Criança na Compensa; veja vídeo

Manaus – A dor insuportável da perda tomou as ruas de Manaus quando um pai precisou carregar nos próprios braços o corpo de sua filha, a pequena Ágatha Luna, de apenas 1 ano e 11 meses. A criança faleceu no Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Oeste, localizado no bairro Compensa, após dar entrada com um simples quadro de dor de barriga. O caso trágico, que aconteceu no último sábado (6/9), foi registrado por volta de 12:40h em vídeos que circulam nas redes sociais, e expõe de forma crua e revoltante a negligência na saúde pública estadual.

Segundo o relato desesperado do pai, Jonathan, a menina foi levada à unidade hospitalar por volta das 3h da madrugada, lúcida e interagindo. Contudo, ele denuncia que a filha foi submetida a um verdadeiro bombardeio de medicamentos sem justificativa clara. O pai relata que a equipe médica aplicou inúmeras injeções nos bracinhos, nas mãos, no pé e até mesmo realizou um acesso no pescoço da criança, que já se encontrava debilitada.

Em um dos momentos mais desoladores do relato, Jonathan afirma que a filha implorava por água, mas teve o pedido negado pelos profissionais da unidade sob a alegação de que estava recebendo medicação. Com a boca ressecada, a família acredita que Ágatha foi levada a um quadro severo de desidratação. Após horas de agonia e excesso de remédios, a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória no final da manhã e, apesar das tentativas de reanimação, não resistiu e veio a óbito por volta do meio-dia.

As imagens do pai caminhando por um beco com o corpo da filha envolto em um lençol branco até o carro do Instituto Médico Legal (IML) chocaram a população e geraram uma onda imediata de revolta. O cenário devastador joga luz sobre o caos e a falta de sensibilidade humana que imperam na Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), atualmente comandada por Luis Alberto Saraiva Santos, sob a gestão do governador Roberto Cidade.

Enquanto a alta cúpula do governo do Amazonas tenta manter um discurso de normalidade, a realidade enfrentada pela população nos hospitais é de despreparo e negligência fatal. A morte de uma vida inocente que buscou ajuda apenas para uma dor de barriga escancara a incompetência de uma gestão estadual que falha em seu dever mais básico: preservar a vida. Sob a batuta de Roberto Cidade e do secretário Luis Alberto, as unidades que deveriam acolher e curar têm se transformado em locais de insegurança e luto para as famílias amazonenses.

Clamando por justiça, a família de Ágatha Luna exige respostas imediatas sobre os procedimentos realizados no Hospital da Criança e promete levar o caso às últimas consequências para responsabilizar o Estado. A tragédia exige não apenas uma investigação rigorosa do Ministério Público, mas uma resposta contundente do governo, para que a população de Manaus não continue entregando seus filhos à própria sorte nas mãos de um sistema público de saúde em ruínas.


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