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Revolta e calorão! Alunos boicotam aulas em protesto e mãe de autista desabafa: “Crianças estão passando mal sem ar-condicionado!”

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Revolta e calorão! Alunos boicotam aulas em protesto e mãe de autista desabafa: “Crianças estão passando mal sem ar-condicionado!”

Manaus – A falta de ar-condicionado há meses no Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, localizado na rua 10 de Julho, no Centro de Manaus, ganhou um novo e preocupante capítulo. Além dos relatos de estudantes passando mal com o forte calor dentro das salas, familiares afirmam que a situação tem afetado de forma ainda mais intensa alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Uma das mães procurou a reportagem para denunciar as condições enfrentadas pelos estudantes e informou ter apresentado laudo médico que comprova o diagnóstico de um dos filhos.

A identidade do aluno será preservada por se tratar de um menor de idade e também para proteger informações relacionadas à saúde.

Segundo a família, permanecer durante horas em uma sala quente e sem climatização tem tornado a rotina escolar ainda mais difícil para o estudante. Pessoas autistas podem apresentar diferentes níveis de sensibilidade a estímulos do ambiente, incluindo temperatura, barulho e desconforto físico, por isso cada caso precisa ser tratado individualmente.

A reclamação não parte apenas das famílias de alunos autistas. Estudantes do 3º ano afirmam que estão há meses sem ar-condicionado e relatam casos de colegas que teriam apresentado tontura, falta de ar e até vômitos durante o período de aulas.

Até o momento, esses episódios não foram confirmados oficialmente pela direção da unidade ou por autoridades de saúde. Mesmo com o pesar de fotos e resgistro de uma mãe de três alunos autistas que enviou à nossa equipe de reportagem fotos do diagnóstico e de consultas médicas de seus filhos.

Nesta sexta-feira (28), os alunos teriam decidido não comparecer às aulas no período da tarde como forma de protesto e também para evitar permanecer mais uma tarde inteira dentro das salas sob forte calor.

Familiares afirmam que a preocupação aumenta no caso dos estudantes que precisam de atendimento e condições específicas para conseguir permanecer na escola com segurança e conforto.

Para as mães, não se trata apenas de uma questão de comodidade, mas de oferecer uma estrutura adequada para que todos consigam estudar.

Os alunos também relatam receio de sofrer algum tipo de punição pela repercussão da denúncia. Segundo eles, a escola passou recentemente por uma mudança na direção após um período em que o antigo gestor teria permanecido afastado por meses.

A reportagem mantém preservados os documentos e dados pessoais relacionados aos estudantes e aguarda um posicionamento da direção do colégio e dos órgãos responsáveis sobre a climatização das salas, as providências que serão tomadas e o atendimento oferecido aos alunos com necessidades específicas.


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