Revista Cenarium perde a página principal no Instagram após propagar vários ataques e fake News

Manaus – A internet deixou de ser terra sem lei. Nesta segunda-feira (3/8), os internautas amazonenses foram surpreendidos por um recado claro das plataformas digitais contra a desinformação: o perfil oficial da Revista Cenarium no Instagram saiu do ar.
Quem tentou acessar a página controlada pela blogueira Paula Litaiff deparou-se com o aviso definitivo da Meta: “Sorry, this page isn’t available. The link you followed may be broken, or the page may have been removed. Go back to Instagram.”

A queda da página principal da Cenarium não é um mero erro técnico. Trata-se do ápice de uma sequência implacável de ataques, disseminação de fake news e campanhas de desinformação orquestradas contra jornalistas, empresários e políticos no Amazonas. A plataforma, demonstrando que o jornalismo exige responsabilidade, puxou a tomada de um dos maiores canais de difamação do estado.
Não é a Primeira Vez: O Histórico de Paula Litaiff
O cerco contra as práticas antiéticas da Cenarium já vinha se fechando. Em 28 de julho de 2026, a Meta já havia removido um conteúdo inverídico publicado por Paula Litaiff. Conhecida nos bastidores por utilizar seu portal para pressionar e ameaçar figuras públicas em busca de benefícios financeiros, a blogueira atacou o senador Eduardo Braga.
A matéria tentava distorcer a declaração de bens do senador no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Meta agiu rapidamente, removendo a publicação e reforçando suas diretrizes de que a liberdade de imprensa não pode ser usada como escudo para a mentira e para a difamação.
O Caso Cileide Moussallem: vítima de Perseguição, Misoginia, calúnias e difamação
O episódio mais grave recente, e que escancara os bastidores obscuros dessa máquina de desinformação, envolve a perseguição política, eleitoral e misógina contra a empresária Cileide Moussallem, proprietária do Portal CM7. Sob a manchete apelativa afirmando que a Justiça havia determinado sua detenção, a Cenarium instrumentalizou uma decisão provisória de primeira instância, que não possui trânsito em julgado e à qual ainda cabe recurso, para promover um verdadeiro assassinato de reputação. O texto ignorou o princípio da presunção de inocência para agir como um tribunal da internet.
O detalhe mais sombrio de toda essa articulação é que o processo de número 0478238-40.2024.8.04.0001 corre sob rigoroso segredo de Justiça. A prova material desse crime é evidente, pois qualquer usuário que tente acessar os autos no portal e-SAJ do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) é imediatamente bloqueado por uma tela de segurança exigindo a “Senha do Processo”, em rigoroso cumprimento à Resolução 121 do CNJ.
Veja:

Sendo assim, o vazamento ilegal torna-se incontestável. Se a Cenarium publicou trechos literais da decisão, fica claro que a redação recebeu o documento de forma ilícita, entregue diretamente pelas mãos de quem possui a chave de acesso aos autos.
A Engrenagem do “Gabinete do Ódio”
A postagem da Cenarium não foi um ato isolado, mas sim a ponta de lança de um ecossistema de mídias alinhadas aos interesses de um grupo político do estado do Amazonas. A desinformação ocorreu por omissão: a Cenarium ocultou do leitor o contexto político e as ligações diretas de seus parceiros com a campanha eleitoral.
O autor da queixa-crime, Durango Martins Duarte, atua como consultor de um pré-candidato e é apontado como o suspeito de repassar estrategicamente o documento sigiloso para a redação de Litaiff. A diretora da Cenarium, Paula Litaiff, foi a responsável por receber esse vazamento ilegal, mascarando-o com contornos de matéria investigativa sob uma manchete altamente sensacionalista.
Para multiplicar o alcance dessa narrativa e tentar forjar uma falsa comoção pública, Álvaro Corado, do portal Imediato, atuou em consórcio direto com a Cenarium. Além disso, ex-funcionários do portal CM7, Patric Jhones e Ronald Reis, são acusados de operar a linha de frente do “gabinete do ódio”. Utilizando a estrutura do “Portal do Vizinho”, eles coordenaram disparos massivos em dezenas de grupos de WhatsApp, configurando uma violenta e covarde prática de stalking digital.
Veja:


Provas na Mão da Justiça
Cansados dessa campanha suja, covarde e reiterada, a liberdade de imprensa deu um basta às mentiras no Amazonas. Os principais nomes do jornalismo digital do estado se uniram na sede do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus, para registrar um Boletim de Ocorrência e desmascarar o que chamam de uma verdadeira “milícia digital”. Profissionais de credibilidade como Moisés Dutra (Portal in9), Cileide Moussallem (Portal CM7), Hugo Guimarães (Portal AM Post) e Alexandre Rabelo (Portal Holofote), apoiados pela Associação Nacional de Jornalismo Digital e pela Associação Brasileira de Blogs e Portais (ABRAP), denunciaram Paula Litaiff e o publicitário Durango Duarte por liderarem uma perseguição implacável para calar comunicadores independentes.
O modus operandi de Paula Litaiff foi exposto com detalhes estarrecedores, atingindo o ápice do absurdo quando a blogueira tentou incriminar Cileide Moussallem utilizando um áudio forjado. Litaiff convocou a imprensa para alegar, falsamente, que a diretora do portal CM7 teria viajado a São Paulo para contratar pistoleiros contra ela e suas filhas menores de idade. A verdade derrubou o teatro rapidamente: Cileide estava no Hospital Sírio-Libanês, aos prantos, acompanhando o marido em uma grave cirurgia de coluna. Uma perícia técnica oficial comprovou que o áudio apresentado por Litaiff havia sido manipulado, evidenciando a baixeza de usar crianças como escudo para tentar manipular a opinião pública contra jornalistas sérios.
A verdadeira motivação por trás dos ataques é apontada como um corporativismo doentio e a sede por poder e monopólio. Valendo-se de seu cargo de vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, Litaiff tenta destruir o jornalismo digital, desrespeitando abertamente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2009, que garante a liberdade de atuação sem a obrigatoriedade do diploma.
A queda do Instagram da Revista Cenarium é apenas a consequência imediata e visível de uma operação que deixou um vasto rastro digital. A tática covarde de tentar silenciar uma mulher no comando da comunicação independente decolou com força, mas esbarrou rapidamente nas provas materiais.
Capturas de tela do bloqueio no sistema do TJAM, registros dos disparos em massa e o mapeamento detalhado das ligações políticas desse consórcio já estão documentados e entregues à Justiça. O Judiciário e os órgãos de fiscalização eleitoral possuem agora todos os elementos para desmantelar essa engrenagem, punindo tanto civil quanto criminalmente os executores que transformaram um portal de notícias em um balcão de chantagens. O recado da Meta já foi dado; agora, aguarda-se a mão pesada da Justiça.

